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147 anos de história: do império à atualidade TJMT transpôs desafios ao longo do caminho


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Sob a tutela de Dom Pedro II, ainda no Brasil Império, a Justiça de Mato Grosso foi institucionalizada e comemora, no dia 1º de maio, o seu 147º aniversário. De lá até aqui, os quase um século e meio trouxeram evoluções e desafios. Conectada à Capital de Mato Grosso, a história da Corte mato-grossense acompanhou os acontecimentos do cotidiano de Cuiabá e seus ciclos de transformação.
 
Para o cientista político, João Edison de Souza, o Tribunal já atuou e vivenciou os desdobramentos do território mato-grossense para a formação de outros estados, tais como Rondônia e Mato Grosso do Sul. “Participou daquilo que conceituo como recolonização do estado nas décadas de 1960, 1970 e 1980, com o surgimento de povoados que foram virando municípios e se agigantando tanto na economia e quanto nos problemas sociais”, disse.
 
Além disso, vivenciou a libertação dos escravos, a proclamação da República e passou também pela primeira e segunda guerras mundiais. “Também enfrentou as grandes crises mundiais do século passado. Estava em pé durante as pandemias da cólera, em 1887, e da gripe espanhola, em 1918”, pontuou Edison.
 
Evolução – Os 147 anos proporcionaram um grande amadurecimento ao Poder, que passou pelas modificações e transformações do século passado e do atual. “O Tribunal de Justiça se modernizou, deixando de ser um mero local para analisar e julgar os processos para ser hoje uma instituição com preocupações relativas ao bem comum, tais como meio ambiente, questões sociais, inclusão, direitos humanos e cidadania. A verdade é que o sistema judiciário melhorou muito. O TJMT é um grande exemplo de evolução através de sua própria história”, avaliou João Edison.
 
Desafios – Para o cientista político, ainda há muitos desafios para o Tribunal mato-grossense enfrentar. Um deles é que o judiciário se torna a última instância para apaziguar as mais diversas contendas da sociedade. Por isso se faz necessário um judiciário altamente preventivo e não apenas reativo. “Em uma sociedade globalizada, dinâmica e eclética, cada vez mais se exige uma justiça participativa e até intervencionista na vida política e social das organizações e das pessoas.
 
Por fim, João Edison explicou que o Judiciário não pode ideologizar e cair na “vala comum dos debates de bares e esquinas e ter seu papel de mediador e finalístico questionado. Sabemos que outros desafios tão importantes quanto os de agora já foram transpostos.Isso nos dá a certeza que, calcado em sua história, o TJMT responderá estas e outras questões com a mesma maestria trilhada até hoje. Parabéns TJMT pela sua grandeza e história!”, enalteceu o cientista político.
 
Ulisses Lalio
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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