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Vereador quer ser de oposição e situação ao mesmo tempo em Primavera


| Fonte: Da Redação NMT
Atendido com indicações de aliados na Prefeitura, político se porta como "independente" no legislativo. Foto - Reprodução

O vereador Renato Cozanelli Júnior (DEM), ligado ao Sindicato Rural de Primavera do Leste e pessoa à frente da Farm Show, tradicional evento local, entrou para a política querendo o que se chama de “melhor dos dois mundos”.

Assim como se portavam as donzelas no celebre livro “O Mulato”, de Aluísio Azevedo, que publicamente torciam nariz para o personagem principal que dá nome à obra, mas na surdina o recebiam em sua alcova, se comporta o novato parlamentar.

Desde que assumiu uma cadeira no legislativo, Renato se movimentou e criou o chamado “espaço político” no Executivo Municipal, inclusive apadrinhando alguns servidores nomeados dentro do funcionalismo.

É bem verdade que não seria o Democrata a ser o primeiro a usar de sua influência política para emplacar empregos para aliados, nem em Primavera do Leste e muito menos no Brasil. O problema é a demagogia que se forma a partir disso, no caso de Renato.

Aos olhos do povo, se porta na Câmara Municipal como se independente fosse, reforçando o coro da oposição raivosa, onde se alia a Luis Costa (PDT) e a Adriano Carvalho (PODE) como se o teto não fosse de vidro.

A má-fama da classe política, embora a generalização seja injusta, tem razão de existir. São inúmeros os casos e absurdos que revoltam a população, quase sempre carregada de razão. Agora a política tem suas próprias regras.

Como diria o folclórico Leonel Brizola: “a política ama a traição, mas odeia o traidor”. Ou o político tem discurso de seriedade e acompanha isso em seus atos, ou não passa de um grande “fanfarrão”.

A maior parte do que se chama de “política fisiológica”, normalmente adotada por aqueles que têm apego e lutam pelo poder, os chamados políticos de carreira, possui contornos mais de imoralidade do que de ilegalidade, prezando por um certo respeito à inteligência alheia.

Para citar mais um clássico: “a mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”. A dica que fica ao vereador é talvez a de se lembrar que mora em uma cidade de pouco mais de 60 mil habitantes, onde até sujeira pequena não costuma morar muito tempo debaixo do tapete.

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