Jornalista de Rondonópolis cria página para resgatar a história da cidade
Apaixonado pela cidade, Roberto mantém acervo em vídeo e livro com entrevistas de pioneiros de Rondonópolis Foto: Instagram
Quem foi José Barriga? Onde funcionou o primeiro posto de combustíveis de Rondonópolis? E por que a Vila Paulista tem esse nome? Essas são algumas das histórias e curiosidades que o jornalista e fotógrafo Roberto Barcelos vem resgatando por meio da página “Memórias Vivas de Rondonópolis”, criada nas redes sociais com o objetivo de contar, pouco a pouco, a história da cidade.
“Assunte aí que lá vem história” é o bordão usado por Roberto para apresentar as publicações. A cada novo conteúdo, ele recupera personagens, lugares, acontecimentos e curiosidades que fazem parte da trajetória de Rondonópolis, levando ao público informações que muitas vezes ficaram apenas na memória de antigos moradores.

As primeiras publicações da página começaram há poucos meses e, desde então, o projeto ganhou aceitação dos rondonopolitanos. O conteúdo passou a alcançar milhares de pessoas e algumas publicações já ultrapassaram 100 mil visualizações no Instagram.
O trabalho nas redes sociais também é uma forma de dar continuidade a um acervo que Roberto começou a construir há mais de duas décadas. Em 2005, o jornalista realizou entrevistas em vídeo com mais de 70 pioneiros de Rondonópolis. Muitos dos entrevistados já morreram, o que torna os registros ainda mais importantes para preservar a memória da cidade. Posteriormente, parte desse material deu origem ao livro “Memórias Vivas de Rondonópolis”, reunindo relatos e histórias dos pioneiros entrevistados. Roberto conta que a segunda edição da obra já está pronta, mas ainda busca recursos para viabilizar a impressão em papel couché.
Enquanto o livro aguarda a impressão, Roberto continua produzindo conteúdo para as redes sociais e percorrendo diferentes cantos de Rondonópolis em busca de novas histórias para contar. A proposta é manter viva a memória de uma cidade que cresceu e mudou ao longo das décadas, mas que carrega em seus bairros, ruas, personagens e costumes marcas de sua própria história. Por isso, quando o público ouvir o tradicional “Assunte aí que lá vem história”, já sabe que vem pela frente uma viagem pelo passado de Rondonópolis, conduzida por quem transformou a preservação da memória local em uma missão.







