União Brasil articula frente com MDB e Podemos para 2026 e projeta chapa para enfrentar grupo do governador Mauro Mendes e de Otaviano Pivetta em Mato Grosso
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Deputado estadual Júlio Campos detalha negociações para formar aliança ampla com partidos do centro político e afirma que projeto liderado por Jaime Campos busca consolidar alternativa ao grupo governista nas eleições de 2026
A disputa política de 2026 em Mato Grosso começa a ganhar contornos mais definidos nos bastidores partidários. Em conversa com a imprensa em Cuiabá, o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) revelou que o partido trabalha na construção de uma ampla aliança com o MDB, Podemos e outras siglas para formar uma chapa competitiva ao governo do Estado e enfrentar o grupo político liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) e por Otaviano Pivetta (Republicanos).
Segundo Júlio Campos, a estratégia do União Brasil é estruturar um bloco político robusto, capaz de reunir diferentes forças do centro político em Mato Grosso, com a possibilidade de uma composição que inclua o senador Jaime Campos como candidato ao governo, a prefeita Andréia Wagner como vice-governadora, além da deputada estadual Janaína Riva (MDB) como candidata ao Senado.
De acordo com o parlamentar, as conversas já estão em andamento e envolvem articulações diretas com lideranças partidárias estaduais e nacionais. O objetivo, segundo ele, é construir uma chapa com forte capilaridade política e competitividade eleitoral.
“Estamos conversando com o MDB e também com o Podemos para uma composição ampla. Já tivemos reuniões e inclusive convidamos a prefeita Andréia Wagner para ser vice-governadora em uma eventual chapa liderada pelo senador Jaime Campos”, afirmou o deputado.
Júlio Campos destacou ainda que o União Brasil considera estratégica a aproximação com o MDB, especialmente diante da projeção eleitoral da deputada Janaína Riva, que desponta como um dos nomes mais competitivos para a disputa ao Senado em Mato Grosso.
Segundo ele, a eventual composição entre União Brasil, MDB e outras siglas pode consolidar uma frente política capaz de disputar o comando do Palácio Paiaguás em 2026.
“Nosso ideal seria uma chapa completa com Jaime Campos governador, Andréia Wagner vice-governadora, Janaína Riva para o Senado e outra vaga que poderia ser construída dentro de uma composição política. Estamos dialogando para chegar a um consenso que represente bem Mato Grosso”, declarou.
O cenário eleitoral também passa por mudanças institucionais importantes no comando do Estado. Otaviano Pivetta (Republicanos) assumirá definitivamente o Governo de Mato Grosso no dia 4 de abril, quando o atual governador Mauro Mendes (União Brasil) deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.
Com isso, a disputa pelo governo tende a se organizar em torno de dois grandes blocos políticos no Estado: de um lado, o grupo atualmente ligado ao governo estadual, que passará a ser liderado por Pivetta no Palácio Paiaguás, e, de outro, a articulação que começa a ser construída pelo União Brasil em parceria com MDB, Podemos e outras siglas.
Nos bastidores, lideranças partidárias reconhecem que o processo de formação das chapas ainda está em curso, mas as declarações de Júlio Campos indicam que as negociações já avançam para consolidar alianças que deverão marcar a disputa eleitoral em Mato Grosso nos próximos anos.





