• 12 de março de 2026
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VIOLÊNCIA EXTREMA

Irmão com histórico de homicídios é suspeito de matar adolescente amarrada e com pedras no corpo em Cuiabá

Estefany Pereira Soares, de 17 anos, foi encontrada em córrego no bairro Três Barras; Marcos Pereira Soares, foragido, já é investigado por outros dois assassinatos na região
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Uma noite de terror e uma história de reincidência brutal chocam os moradores de Cuiabá. A adolescente Estefany Pereira Soares, de apenas 17 anos, foi assassinada cruelmente pelo próprio irmão, Marcos Pereira Soares, conhecido na comunidade como “Marquinhos”. O corpo da jovem foi desovado em um córrego nos fundos de uma residência no bairro Três Barras, amarrado e com pedras presas ao corpo – um método usado pelo criminoso para tentar fazer a vítima afundar e dificultar o trabalho das autoridades.

O caso veio à tona na noite desta quarta-feira (11), mas o desaparecimento de Estefany começou na tarde de terça (10). Foi a mãe da adolescente, moradora do bairro 1º de Março, quem levantou as primeiras suspeitas. Segundo relatos, ao notar contradições nas versões contadas pelo filho sobre o paradeiro da irmã, a mulher desconfiou do pior.

Aflitos, familiares e vizinhos iniciaram buscas nas imediações da casa do suspeito. O cenário encontrado foi de extrema violência: a jovem estava com sinais evidentes de espancamento, amarrada e parcialmente submersa, com pedras sobre o corpo para impedir que flutuasse.

A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime, e a confirmação oficial das causas da morte dependerá dos exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Moradores do bairro Três Barras vivem momentos de pânico com a notícia. “Marquinhos”, o principal suspeito, não é um rosto novo nas páginas policiais. De acordo com informações preliminares, ele já é investigado por dois homicídios de grande repercussão na região: o assassinato da própria tia, em 2018, e a morte de um vizinho, em 2020.

Considerado uma figura temida na comunidade, o suspeito segue foragido. Equipes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizam buscas intensas para localizá-lo e efetuar a prisão. A família, enquanto isso, tenta digerir o luto e a frieza de um crime que uniu sangue e crueldade em um mesmo enredo.