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POLÍTICA


“Centrão” surge com fome de poder em Rondonópolis

O grupo surgiu na cena política local já causando rachas e muito alvoroço

| Por Redação

O até agora denominado G-14, sigla que remete ao grupo formado por 14 dos 21 vereadores rondonopolitanos, parece ter chegado realmente chegando, para usar da linguagem popular.

Formado a poucos dias e reunindo parlamentares dos mais diferentes perfis ideológicos, indo da esquerda, passando por políticos com perfil mais de centro e chegando até a políticos com discursos de extrema direita, como os eleitos na “onda bolsonaro”, o grupo surgiu na cena política local já causando rachas e muito alvoroço, movimentando e alterando a relação do Executivo com os vereadores, que terá que deixar de negociar no varejo e negociar no atacado a aprovação de projetos e redividir o poder com os nobres edis.

O G-14 é liderado pelo petista Junior Mendonça e quer antecipar as eleições da Mesa Diretora da Câmara – Foto Assessoria

Como não é bobo e não é nenhum amador em termos do jogo político, o prefeito José Carlos do Pátio (SD) já conversou com alguns vereadores rebeldes, que inicialmente compunham sua base de sustentação na Câmara. Sob que termos ocorreram essas conversas, jamais saberemos, mas já se comenta que o gestor municipal teria convencido alguns a deixarem o grupo, assim como teria ouvido de outros que o acordo costurado pelos vereadores não tem volta e que estes não deixariam o grupo.

A preocupação de Pátio e das pessoas mais próximas a eles é que esse grupo, o novo Centrão de Rondonópolis, tem em suas fileiras além dos adversários ideológicos do prefeito, principalmente os mais à direita e extrema direita, o grupo conta com a adesão de aliados importantes, como o líder do prefeito na Câmara, Reginaldo Santos, o que o deixa bastante exposto.

O grupo é liderado pelo petista Junior Mendonça, esse um ex-aliado do prefeito, mas que alimenta uma mágoa por ter sido preterido por Pátio após as eleições de 2014, quando Mendonça foi candidato e ficou na primeira suplência do Solidariedade, tendo tentado de todas as formas cassar o mandato do vereador eleito pelo partido, o finado Juary Miranda, para assumir o mandato em seu lugar, mas sem sucesso.

Pátio ficou do lado de seu líder na Câmara e amigo de muito tempo, o que não deixou Mendonça feliz, a ponto deste último ter deixado o partido em seguida. Hoje em dia, tem uma postura independente e, em muitos momentos, crítica à gestão municipal.

No grupo dos 14, há quem falasse até em cassação de Pátio, para se ter uma ideia da animosidade.

Ainda que consigam manter a coesão, como afirmam, até que haja a eleição e uma nova Mesa Diretora seja eleita, não seria surpresa também se Zé do Pátio conseguir atrair membros do Centrão rondonopolitano e acabe elegendo um aliado de dentro do grupo. Uma composição que poderia custar muitos cargos e favores, mas que assim como ocorre com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), lhe garantiria aprovar seus projetos e se manter no cargo sem maiores preocupações.

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