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Mães multitarefas do Judiciário celebram seu Dia em união com a família

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Conciliar a vida profissional em home office com a rotina familiar, educação on-line dos filhos e o trabalho doméstico fazem parte do dia a dia das mães do Poder Judiciário de Mato Grosso que há um ano e dois meses se dividem entre as funções nessa verdadeira maratona dentro de casa. Mas apesar da rotina, na grande maioria dos dias atribulada, o Dia das Mães tem significado mais do que especial, já que o amor de mãe transpõe dificuldades, cansaços e dá um novo sentido à união familiar em tempos de pandemia.
 
O planejamento das atividades se tornou primordial para a servidora da Comarca de Mirassol D’Oeste (a 300 km a oeste de Cuiabá) Edislaine Candido Costa. Ela conta que no início da pandemia os estudos dos dois filhos, uma menina de 15 anos e um menino de nove anos, e as atividades de gestora geral do Fórum foram improvisadas. Mas com o passar do tempo e o prolongamento do distanciamento social ela criou rotinas em casa e as tarefas fluíram bem.
 
“Sou muito organizada então criamos rotina porque ainda faço mercado, depois do expediente faço o jantar. Fazemos tudo no horário, como se eu tivesse que ir para o fórum e eles para a escola. Antes eu saía de casa para trabalhar de manhã, o almoço era muito rápido e a gente mal se via. Agora, por mais que cada um esteja ocupado nas suas tarefas, estamos nos vendo, interagindo. Eles vêm me dão um beijo, um abraço. Minha mãe de 64 anos mora comigo então posso cuidar dela também. É muito vantajoso e gostoso”, conta.
 
Para ela esse Dia das Mães é sinônimo de união. “Estamos vivendo mais com nossos entes, no âmbito familiar. Gostamos de fazer coisas juntos. Amigos fazem falta, mas a família é primordial. Aos sábados temos a noite do filme, aos domingos jogamos jogos de tabuleiro, aqueles de estratégia, como War e Monopoly. Essa proximidade é fundamental e o importante é estarmos unidos e com saúde”, afirma.
 
Na casa da juíza Caroline Schneider Guanaes Simões, titular da Terceira Vara Criminal e do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Campo Verde (a 131 km ao sul de Cuiabá), foi um grande desafio conciliar trabalho com os cuidados e atividades escolares dos filhos de 10 e seis anos. Ela e o marido, que também é magistrado, tiveram que organizar a agenda profissional para dividir as tarefas, especialmente com as crianças.
 
“É um desafio constante porque trabalhando em casa, meus filhos entendem que estamos disponíveis para eles. Foi muito complicado para eles compreenderem a mudança de rotina. A aula on-line para o mais velho foi difícil por ter que ficar por três ou quatro horas na frente do computador, mas agora já se acostumou. Eu e meu marido nos organizamos porque realizo muitas audiências, então revezávamos a marcação para conseguirmos dar atenção para os meninos, principalmente o menor”, conta.
 
Por conta da pandemia, este será mais um Dia das mães que a magistrada passará sem ver a sua mãe, mas graças à tecnologia ela consegue matar um pouco da saudade com mensagens de texto e vídeos-chamadas.
 
Em meio ao isolamento, a juíza destaca o benefício da pandemia com relação ao home office, que é a facilidade de horário para estar perto de seus filhos. “Mesmo em casa, trabalhando mais, não há a rigidez dos horários porque organizo toda a agenda de trabalho e audiências e consigo dar atenção para eles.”
 
Mãe de três filhos de 11, 13 e 18 anos, Ana Maria Fernandes de Souza, gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Vila Rica (a 1.259 km a nordeste de Cuiabá) passou por momentos difíceis de adaptação em meio às atividades profissionais e afazeres em casa e estudo dos filhos.
 
Como ela trabalha realizando muitas audiências e atendimento ao público, todos de forma virtual, precisou organizar a rotina do teletrabalho e as aulas on-line dos filhos. “Sou do grupo de risco e meus filhos têm problemas respiratórios então ficamos sempre em casa. Como eles já são adolescentes dividimos as tarefas. Teve o lado bom porque pude conviver mais com eles, fazer atividades juntos, vamos à chácara dos meus pais, que é aqui perto, então também tenho contato com minha mãe.”
 
Segundo Dia das Mães comemorado em meio à pandemia, Ana Maria diz que o significado desta data é de valorização da família. “A pandemia fez com que a gente refletisse a respeito dos valores que são mais importantes, como compartilhar a vida com pessoas que a gente ama. O papel de mãe ficou bem mais fortalecido nesse período que pude ficar mais próximo dos meus filhos. Graças a Deus posso comemorar essa data com minha mãe, meus filhos e minha avó. Só tenho a agradecer.”
 
Dividir o tempo entre as atribuições como magistrada e o papel de mãe dentro de casa durante mais de um ano de pandemia, que impôs o trabalho remoto, foi o que ocorreu com Daiene Vaz Carvalho Goulart, juíza da Segunda e Terceira varas Cíveis da Comarca de Sorriso (a 420 km ao norte de Cuiabá), que precisou driblar as dificuldades para poder trabalhar e cuidar do filho de quatro anos.
 
“Os primeiros meses da pandemia foram os mais difíceis porque dispensamos a babá para cumprirmos a quarentena. Eu e meu marido, que é advogado, tivemos que nos organizar entre as tarefas de casa e cuidar do meu filho, mas foi muito complicado porque estou acumulando duas varas e o trabalho do meu marido também requer muito dele. Mas ajustamos nossas agendas, marquei as audiências e atendimento de advogados em horários em que meu esposo poderia ficar com nosso filho”, conta.
 
Todo esse período de pouco mais de dois anos trouxe diversos desafios. Agora, grávida de 30 semanas de outro menino, a juíza fala dos desafios de ser mãe multitarefas. “É muito difícil para a mulher conciliar serviço doméstico, fazer almoço, cuidar de filho e no meu caso estar à frente de duas varas. Hoje meu filho já entende a rotina e está mais tranquilo, a babá já retornou para cuidar dele, porém no começo, somente eu e meu marido, foi muito difícil. Mas temos que enxergar todas as dificuldade da nossa vida como oportunidade e aprendizado. A pandemia fez com que nos reinventássemos e ressignificássemos, dando valor ao que realmente importa, que é ver a família bem e com saúde”, relata.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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