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Registros mostram que 56% das mortes de março em MT foi por COVID-19

| Por Da Redação NMT com Diário de Cuiabá
O número é maior que a média nacional. No Brasil, o mês de março também foi o mais mortífero da pandemia, alcançando 48% do total de óbitos por doenças... Foto - Fabrizio Bensch/Reuters (Ilustrativo)

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, Mato Grosso registrou, no último mês de março, o mês mais letal da Covid-19. Tanto que um levantamento realizado nos Cartórios de Registro Civil aponta o total de 1.293 óbitos provocados pelo vírus no mês, o que representou 56% de todas as 2.166 mortes registradas do estado.

De acordo com o levantamento, o número de óbitos por Covid-19, que no auge da primeira onda, em julho de 2020, chegaram a representar 36,6% dos óbitos por causas naturais no estado, já havia dado sinais de que estava voltando a crescer em janeiro, representando 32,6% dos óbitos por doenças, mantendo uma curva de crescimento contínuo em fevereiro (33,8%).

Ao atingir 56% das mortes por doenças em Mato Grosso, a Covid-19 quase dobra seu impacto no total dos óbitos naturais em relação a fevereiro passado, até então o mês mais mortal. No Brasil, foram 75.780 óbitos registrados pelo coronavírus, o que representou 48% do total de óbitos por causas naturais (mortes por doenças), totalizadas em 171.211 até a mesma data.

Os dados constam no Portal da “Transparência do Registro Civil”, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do país.

A plataforma é administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Outro número impactante da pandemia em Mato Grosso se refere à comparação entre o número de nascimentos e os óbitos registrados nos cartórios. De acordo com a assessoria de imprensa da Arpen-Brasil, a diferença entre eles, que sempre esteve em média na casa de 2.900 mil – em média, nascem 2.900 mil crianças a mais do que a quantidade de óbitos registrados ao mês – caiu para 2.038 mil nascimentos, chegando a uma redução de quase 500 atos em relação à média histórica, e a 30% dos cerca de 3.5 mil registrados nos meses desde o início da pandemia.

A queda acontece mesmo em meio a uma “reação” das gestações no mês de março, que registrou um total de 4.584 nascimentos, 4% a mais do que fevereiro. No entanto, O aumento no número de óbitos, que chegou a 2.546 em março, impediu à volta do crescimento vegetativo da população médio no Estado.

 

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