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Delegado dá versão final sobre a morte de empresária, que cobrava dívida


| Fonte: Da Redação NMT com GD
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Em primeiros depoimentos, dono do Lava Jato que foi encontrado com o carro da vítima mentiu sobre vários pontos, esclarecidos em novas falas. Foto - PJCMT

Jefferson Rodrigues da Silva, de 33 anos, que foi encontrado com o HB20 da empresária Rosemeire Soares Perin, de 56 anos, e que mais cedo havia acusado Pedro Paulo de Arruda – também preso pelo crime – de ser o autor das facadas que degolaram a vítima, estava mentindo.

Em nova versão, apresentada pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, que ganhou contornos de ser a oficial do caso, Jefferson já devia R$ 1.400,00 à empresária por uma outra compra já feita, em março de 2020, e foi ele o responsável por assassinar a empresária.

Ao todo, o dono do Lava Jato deu três depoimentos à Polícia Civil, mas só o último tem validade. Jefferson confessou no último depoimento que foi ele quem matou Rosemeire e, diferente do que disse antes, Pedro Paulo não tentou estuprar a vítima.

“O que motivou o crime foi uma dívida que ele tinha com ela desde que adquiriu uma máquina de sorvete dela em março de 2020, pelo preço de R$ 7 mil. Depois da compra, a máquina deu problema e a manutenção ficou em R$ 2.100. Depois disso, ele ficou devendo mais R$ 850”, citou o delegado.

Com a pendência se arrastando desde o ano passado, Jefferson se aproximou para propor um acordo a Rosemeire e comprar um batedor de Milk-shake, que ela estava negociando agora.

“Nesse período, ele começou a vender espetinho e comprou pratinhos de plástico dela também, no valor de R$ 156, que foi somado à dívida. Quando ela foi cobrar, ele não gostou. Ela já estava na casa dele testar o batedor de milk-shake e foi quando recebeu uma gravata do agressor, ficou sem ar, desmaiou e foi amarrada pelos pés, mãos com fitas e amordaçada”.

Rosemeire ficou desaparecida de terça-feira (16) até ontem (18), quando seu corpo foi encontrado numa região conhecida por Passagem da Conceição, local de mata, próximo a um frigorífico. O cadáver estava envolto de cobertores e sacos plásticos.

Neste meio tempo, os bandidos chegaram a atualizar o status da vítima tentando confundir a família com uma versão de uma viagem feita à Sinop. A família de Rosimeire está profundamente abalada.

 

 

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