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Sem resposta, morte de Terezinha do Sanear completa um mês em meio a mistérios


| Fonte: Da Redação NMT com informações Diário de Cuiabá
Sanear
O crime apresenta todos os indícios de pistolagem, uma execução fria e premeditada, sem que tenha havido alguma tentativa de roubo. Foto - Reprodução

A execução da então diretora do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis – SANEAR, Terezinha Silva de Souza, que morreu aos 53 anos, em 15 de janeiro, completa um mês nesta segunda (15), sem nenhum tipo de resposta concreta.

Embora o secretário de estado, Alexandre Bustamante, tenha declaro à imprensa sobre uma linha de investigação já definida sobre a motivação e o autor dos disparos, nenhuma nova prisão foi efetuada.

Um homem chegou a ser preso, pouco tempo depois do crime. Segundo consta, ele seria esposo de uma mulher que havia recentemente sido exonerada da autarquia comandada por Terezinha.

O acusado, contudo, conseguiu se safar e por meio de câmeras de segurança da sua rua comprovou que chegou em casa horas antes do assassinato e só saiu horas depois, sendo liberado de qualquer punição.

O crime apresenta todos os indícios de pistolagem, uma execução fria e premeditada, sem que tenha havido alguma tentativa de roubo ou coisa do tipo.

Assim que a camionete do Sanear que levava Terezinha parou no semáforo, dois homens se aproximaram de sua janela em uma moto e o garupa executou tiros precisos.

Terezinha chegou ser socorrida, mas não resistiu. Ninguém identificou o atirador nem seu piloto. A dupla fugiu, sem deixar rastros ou testemunhas que pudessem auxiliar na investigação.

A administradora de empresas agonizou e morreu minutos depois sem dizer uma palavra sequer aos socorristas ou ao motorista que a acompanhava.

A delegada Juliana Carla Buzzeti, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, acompanha o caso desde então.

A vítima, além de presidir a empresa municipal de saneamento local, era considerada o verdadeiro braço-direito do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD).

Terezinha era uma pessoa de convívio restrito, não era adepta de muitas aparições públicas e não tinha inimigos declarados. Até o momento, não há registro de alguma ameaça que tenha sofrido dias antes do ocorrido.

Ela era militante política muito ligada ao prefeito, que a nomeou para o cargo em 2017, tão logo assumiu a prefeitura, após ser eleito em 2016.

Em sua primeira passagem pela prefeitura, de 2009 até ser cassado em 2012, Pátio também tinha em Terezinha sua fiel escudeira, junto de Celson de Carvalho, que também morreu em data recente, vítima da COVID-19.

A empresa pública que Terezinha comandava movimenta cerca de R$ 200 milhões anualmente, fora os convênios que participa, e responde pela distribuição de água para mais de 230 mil rondonopolitanos.

Os laços de Terezinha com o prefeito eram fortes. Ela foi a coordenadora financeira na campanha que o elegeu em 2016 e os gastos declarados à Justiça Eleitoral somaram R$ 1,6 milhão.

Enquanto as investigações avançam, Zé do Pátio permanece em silêncio sobre o crime. Não se ouviu, até o momento, o prefeito cobrar justiça publicamente.

A única vez que em que ele tocou no fato foi para decretar luto oficial de três dias, na data do assassinato de sua aliada da mais alta confiança.

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