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Mãe de adolescente de 14 anos, morta e amarrada em árvore, faz desabafo


| Fonte: Da Redação NMT com UOL
adolescente

A mãe da adolescente encontrada morta e amarrada a uma árvore fez um desabafo nas redes sociais na noite de ontem (12), um dia após o corpo de Ana Kemilli, 14, ser localizado em uma mata.

Na mensagem, Keli Taques disse que não tinha mais lágrimas por tudo que aconteceu e lamentou não ter “ido logo” procurar a filha. O crime ocorreu em Campo Belo do Sul, cidade de pouco mais de 7.000 habitantes na serra catarinense.

Ontem, um adolescente de 15 anos se apresentou à polícia e confessou participação no crime . Ele indicou que o crime contou com a ajuda de outras pessoas, sem dar nomes, segundo o delegado Thiago Gomes, responsável pela investigação. A mãe do garoto também foi ouvida e disse que o orientou a “contar a verdade”.

Nas redes sociais, a mãe de Ana Kemilli saliente que, ao rejeição da mensagem de luto, queria colocar na foto “uma legenda feliz”. “Minha filha, eu não consigo me conformar, eu não consigo acreditar. Eu tinha tanto para te falar, tanto para conversar, tantos abraços para te dar, tantos beijos, minha filha. Tanto amor que não cabe no peito. Estou solicitando formulário, consolo e perdão por não ter dado 100% de mim como mãe. Só eu sei o quanto está doendo. Eu amo tanto, tanto você, nega. Eu estou em pedaços, mas Deus irá receber você de braços abertos minha menina “, disse a mãe da menina nas redes, que acrescentou não “ter mais lágrimas”.

Por telefone, Keli contou que a filha saiu de casa às 17h30 e que não se preocupou com a demora dela, já que estava planejado de Ana Kemilli ir à casa do seu pai, próxima da residência da mãe.

“O pai achou que ela estava comigo.” Despreocupada, a mãe chegou a tirar um cochilo com o filho de três meses. Por volta das 21h, a madrasta da menina mandou mensagem. A partir dali, iniciaram as buscas.

“Até o último minuto tinha esperanças de que ela estava viva, que ela tinha sido levada para algum lugar, estava em cativeiro”, conta Keli.

Vizinhos, amigos da família e até desconhecidos deram início às buscas. A mãe da adolescente reclama da demora da polícia e dos Bombeiros para se deslocarem até o local, a 20 km do centro da cidade. “Eu comecei a ligar às 23h e só foram aparecer por lá às 11h do outro dia”, reclama.

Keli conta que foi contida por outras pessoas para não ver o corpo da filha amarrado na árvore. “Eu entrei em estado de choque. Eu falava que não era ela”, conta a mãe, com a voz embargada.

Horas após o enterro, Keli ainda se questiona o que teria motivado o crime. “A gente fica tentando achar motivo, razão para isso. Ela não tinha inimigos. Ela era maravilhosa, fiquei comovida porque era querida por todo o mundo. Era alegre, divertida, brincalhona e ajudava a cuidar do irmãozinho.”

Segundo a mãe, informalmente o perito afirmou que a menina morreu por asfixia mecânica por estrangulamento.

Moradores fazem protesto

O corpo de Ana Kemilli foi liberado por volta das 22h para o velório. Naquele momento, amigos e familiares fizeram um protesto e carregaram cartazes solicitando justiça, à pé e de carro, debaixo de chuva. Em seguida, o grupo foi em direção à capela mortuária.

‘Era amiga de todos’, diz professora

Os professores da Escola Estadual Básica Major Otacílio Couto, onde Ana Kemilli estudava, levaram flores e confortaram familiares e colegas de classe da adolescente.

De acordo com a diretora da escola, Danielle Pucci Branco, que também lecionava artes para a menina, mesmo estudando de forma remota desde o ano passado, Ana Kemilli era muito querida por todos e comprometida com os estudos, tendo sido aprovada para o 8º ano do ensino fundamental. As lembranças que ficarão dela são de uma aluna esforçada e criativa.

“A Ana era muito comunicativa, amiga de todos, esforçada. Ela era tranquila e, ao mesmo tempo, como toda menina nessa idade era sapeca, alegre e cheia de vida. Assim vamos lembrar dela, como uma ótima aluna”, recorda.

Segundo a professora, o adolescente que confirmou à polícia participação na morte não era aluno da instituição. “Não existe motivo que justificasse o que fez. Para toda a comunidade é um momento muito forte, chocante, porque ela tinha a vida toda pela frente. A cidade inteira indignada e o que todos queremos hoje é justiça”, Danielle completa.

A unidade escolar também afirmou que o suporte aos alunos para que haja uma superação coletiva pela perda precoce da colega. “Vamos ter a orientação de uma psicóloga que irá conversar com eles sobre isso e prestar todo o apoio necessário. Vivemos um sentimento de muita tristeza e muita dor, mas vamos superar isso juntos”, conclui.

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