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Jornalista de MT se vê como “grupo de risco” e posta foto vacinado


| Fonte: Da Redação NMT
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Em um momento em que a classe luta para ser considerada prioritária na imunização, jornalista de MT fez isso por contra própria e postou. Foto - Reprodução

Um jornalista que trabalha como assessor de imprensa de um hospital, em Sinop, se achou no direito de incluir-se como grupo de risco, entendendo que está na “linha de frente”, tomou a vacina contra a COVID-19 e fez questão de postar nas redes sociais, nesta semana.

A atitude do profissional de imprensa foi amplamente criticada, inclusive por outros profissionais de saúde que ainda não receberam a imunização por não estarem propriamente atuando em contato com infectados. Na publicação, o profissional se adianta frente a uma requisição de sua categoria, que ainda é analisada, e se inclui como prioritário.

“Para poder levar a informação, transito pelos mesmos corredores e, muitas e muitas vezes, entro em áreas restritas como UTI e centro cirúrgico e me paramento com o mesmo protocolo que os médicos. Um pânico diário em contrair, em transmitir e em morrer pela Covid-19.”, justifica.

O profissional ainda fez questão de postar “textão” para filosofar sobre o momento de alívio, de sua parte. “Vi gente saindo da UTI pela porta da frente, mas também vi gente saindo da UTI pela porta dos fundos (…) Hoje vejo dias de mais tranquilidade em exercer minha profissão e em abraçar meus familiares e amigos!”, acrescentou.

Nos comentários da própria publicação, em sua própria página, pessoas criticam veementemente a atitude do profissional da imprensa. O SINDJORMT, agremiação que representa os jornalistas no estado, está empenhado em tentar incluir profissionais que atuam na cobertura da pandemia dentro do grupo de risco, a situação, porém, ainda está longe de um “ok”.

Até o momento, apenas idosos e pessoas com deficiência institucionalizadas, trabalhadores da linha de frente e indígenas que vivem em aldeias estão sendo prioridade. Até mesmo para as novas fases prioritárias, várias categorias pleiteiam a inclusão, mas o Governo Federal não fez nenhuma nova inclusão, até o momento.

O Hospital Santo Antônio, de Sinop, onde a polêmica ocorreu, ainda não se pronunciou sobre o caso.

 

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