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Miguel Mendes reitera que ATC não apoia greve dos caminhoneiros


| Fonte: Da Redação NMT
ATC Miguel
Posicionamento da ATC segue linha da CNT, que já informou que dá conta de abastecer o Brasil só com as transportadoras, alfinetando autônomos. Foto - Arquivo Pessoal

A direção da Associação dos Transportadores de Cargas do Mato Grosso (ATC) não apoia a greve dos caminhoneiros, marcada para iniciar no próximo dia 1º de fevereiro, cobrando melhores condições de trabalho para a categoria, reajuste do valor do frete e outras demandas. O posicionamento, já reiterado por nota, foi detalhado à redação do NMT, no início da noite de hoje (28), por Miguel Mendes, diretor-executivo e porta-voz da agremiação.

Para o representante de várias empresas que movimentam o setor, o movimento grevista, liderado pelos trabalhadores autônomos, ocorre em momento inoportuno. Mendes afirma que os problemas existem sim e atingem não só a categoria dos profissionais autônomos, mas os pequenos, médios e até grandes transportadores. A delicada situação sanitária do país, contudo, só será agravada com uma paralisação geral, na visão do diretor.

“Em meio a uma pandemia, onde muitos sofrem internados ou em quarentena em suas casas, não me parece razoável. É preciso também manter o respeito também àqueles que choram seus mortos, não haveria a mínima condição da nossa entidade apoiar qualquer manifestação, neste momento, no país. Temos dificuldades, mas elas não são exclusivas da nossa categoria”, externo.

Categoria não sofreu grandes abalos

Miguel elenca setores como o turismo, indústria, comércio e sobretudo profissionais da área da cultura, que vivem em funções de atividades que exigem aglomeração. “Esse pessoal hoje está sem renda e receita alguma. Muitas atividades econômicas agonizam, outras estão até sendo abandonadas, o que não acabou acontecendo com o transporte. Fomos declarados uma função essencial e continuamos trabalhando durante todo esse período sem ver receitas interrompidas”, testemunha.

O representantes da ATC também agrega na argumentação a boa vontade do Governo Federal, que nunca se fechou ao diálogo com a categoria. Posicionamento idêntico ao de Miguel, aliás, possui a Confederação Nacional de Transporte – CNT, que também já confirmou não apoiar os grevistas. Em nota enviada à imprensa, inclusive, a CNT ressaltou suas 26 federações e quase 155 mil empresas para garantir que, sozinhas, as “transportadoras garantem o abastecimento do país, desde que seja garantida a segurança nas rodovias”.

Bolsonaro apelou, ontem (27) e hoje (28), para que os caminhoneiros não façam a greve, neste momento, comprometendo-se a reduzir o PIS/Cofins para reduzir o preço do diesel. Mesmo diante da bandeira branca do mandatário nacional, sindicatos ligados aos caminhoneiros confirmaram à CNN que a “greve está mantida”.

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