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“Novo aliado” do agronegócio, Pátio quer o Governo do Estado


| Fonte: Da Redação NMT
Pátio já está de olho em 2022
União com os "poderosos" do estado não gera prejuízos eleitorais a prefeito e lhe agregam força para construir espaços maiores na política mato-grossense. Foto - Reprodução

Se há um ano algum analista dissesse que o prefeito Zé do Pátio (SD) seria reeleito em Rondonópolis com apoio do grupo político do atual governador, Mauro Mendes (DEM), certamente este especialista receberia uma gargalhada como retorno.

As parcerias construídas com o atual senador, Carlos Fávaro (PSD), além do deputado estadual, Nininho (PSD), e outros líderes do agronegócio, contudo, levaram Pátio a romper seus próprios limites e enxergar além das montanhas.

Uma vez que as divergências com a classe empresarial e com produtores rurais foram parcialmente vencidas, até mesmo por uma chapa que teve Aylon Arruda (PSD) como vice, o atual prefeito de Rondonópolis alcançou quase 44% dos votos válidos na cidade.

Foco no próximo desafio

O líder do SOLIDARIEDADE em Mato Grosso agora já começou a pensar em 2022 e avalia buscar uma vaga no Congresso Nacional, o que atenderia um pedido dos três filhos. O objeto de desejo pessoal de Pátio, porém, é o Palácio Paiaguás.

Coisa do passado

Inesperadamente, a migração de um posicionamento político entre o centro e a esquerda para aliado da classe produtiva foi menos traumática que o imaginado.

As posições de ferrenho crítico de Jair Bolsonaro e apoiador do ex-governador Pedro Taques, inclusive na eleição contra o próprio Mauro Mendes, já parecem fazer parte do passado do prefeito e dos que o seguem.

Composição

Sem ranços, com quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT e talvez na melhor fase da carreira, o projeto “Pátio governador” é visto como viável.

Dentre outros fatores práticos, o atual senador, Wellington Fagundes (PL), precisa de um palanque para buscar a reeleição daqui dois anos e Pátio pode ser um caminho.

Articulação

A ponte entre o prefeito e Fagundes, aliás, já estaria até sendo cimentada pela deputada estadual, Janaína Riva (MDB).

Nora de Fagundes e amiga pessoal de Pátio, a parlamentar, todavia, pode esbarrar em conflitos partidários com o avançar do projeto.

Resistência e dificuldades

O veterano deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), precisaria ser convencido a dar “mais uma chance pra Pátio”, em virtude de decepções do passado.

Com apenas uma vaga em disputa para o Senado daqui dois anos e sem as chamadas coligações nas proporcionais, o tabuleiro político ficará complexo.

Conflito partidário

Mesmo sendo o líder do seu partido, Pátio precisaria respeitar o mandato do atual deputado federal, Dr. Leonardo Albuquerque (SD).

O médico, com base em Cáceres, provavelmente vem à reeleição e não quer a “concorrência” de Pátio na chapa do partido.

Conjecturas

Já para Senado, Pátio enxerga a construção complicada, visto que não vê chances de ser o “nome de Mauro Mendes” ou de outros propensos candidatos do centro ao governo.

Por outro lado, a possibilidade de retornar a algo mais passional em um projeto majoritário da extrema esquerda faz o prefeito ver o risco de perder o apoio dos seus “novos amigos” latifundiários.

Paiaguás na mira

Segundo pessoas próximas, a construção política para o Governo do Estado é a que mais enche os olhos de Pátio, que afirma ter “se encontrado” na condição de gestor em seu atual mandato.

A ideia seria apresentar ao estado o “exemplo de sucesso” de Rondonópolis, reforçando o palanque com bons aliados, sem abandonar os discursos em defesa de grupos específicos, como assentados e servidores públicos.

 

 

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