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Persistente, Kalynka revisita eleitores após vitória em Rondonópolis


| Fonte: Da Redação NMT
Vereadora foi uma das duas mulheres eleitas em Rondonópolis.
Após duas derrotas nas urnas, vereadora eleita chega ao parlamento como a mais votada do REPUBLICANOS e com postura de mandato participativo. Foto - Roger Andrade

Eleita vereadora de Rondonópolis no último dia 15 de novembro, a jornalista e corretora, Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), tem, desde então, revisitado apoiadores.

Nas últimas duas semanas, Kalynka tem passado pelas mesmas empresas, bairros e residências que esteve durante a campanha para agradecer o apoio.

Raridade

A postura, extremamente rara no meio político, tem surpreendido muitos eleitores que chegam a ironizar a situação ao ver a novata tão rapidamente após as eleições.

“Muitos têm até brincado: “ué, está disputando segundo turno?”. Outros dizem: “achei que iria te ver só daqui quatro anos”, mas realmente fiz questão de revê-los”, comenta.

Perto do povo

Kalynka adianta, aliás, que essa ação será repetida rotineiramente nos próximos 48 meses, quando vai ocupar a função de representante do povo no legislativo.

“É uma sacanagem a pessoa ir, durante a campanha, na casa de alguém, daí conversar, dar abraço e beijar todo mundo, depois não retornar nem pra agradecer. Eu estou indo de casa em casa, fazendo uma campanha inversa. Preciso e quero estar próxima das pessoas, ouvindo a necessidade de cada um. Só assim é possível dar resultado”, avalia.

Persistência

A nova vereadora alcançou a vitória logo após dois projetos naufragarem nas urnas. Em 2016, também disputou a vereança e há dois anos se candidatou a deputada estadual.

Desbancando agora nomes consagrados da política local, Kalynka alcançou a mais alta votação do seu partido e foi uma das duas mulheres eleitas em meio a 21 cadeiras do parlamento.

Jornalismo como “escola política”

Relembrando seu tempo como repórter de TV, ela afirma que foram naqueles momentos próximos da população que certamente a “vereadora” dentro de si nasceu.

“Quando eu tinha que fazer alguma reportagem de ajuda, buscava realmente a solução daquele problema. Ia lá cobrar e ver se o bairro tinha sido beneficiado, se a mãe que precisava de uma consulta foi atendida. E sempre fiz isso de coração, me dava prazer”, relembra.

Atendendo a pedidos

Nesse ínterim, entre TV e candidatura, a insistência de amigos e familiares acabou pesando e a jovem política resolveu atender aos apelos e encarar uma disputa eleitoral.

“As pessoas falavam pra mim: “por que você não sai candidata? Sai candidata, você gosta de ajudar as pessoas e a gente percebe que você tem uma sensibilidade e que é verdadeiro“. Comecei a perceber que realmente poderia contribuir”, pontua.

Pró-política

Mesmo longe da vida eletiva, contudo, Kalynka afirma que sempre desprezou o preconceito contra aqueles que estavam em cargos públicos.

“Eu entendo que a política é uma boa ferramenta de transformação, de ajuda da sociedade. Existem 21 cargos, alguém vai ocupar e esse pensamento de muitos que acham que não precisam de política e nem vão votar está errado, ao meu ver”, pontua.

Sem complexo de inferioridade

Embora agregue representatividade às mulheres na política, Kalynka não fez e mostra não pretender fazer disso uma bandeira demagógica do seu mandato.

Opositora ao vitimismo, a parlamentar mostra, todavia, que ocupará de maneira firme seu espaço, com um olhar detalhado sobre tudo que for apreciado em plenário.

“Quero apreciar os projetos, pedir vista quando eu não entender e aí quero chamar as pessoas que estarão me ajudando, e que serão qualificadas, para poder ler junto comigo e definir.  Quero a resposta sobre onde aquele projeto vai impactar financeiramente e ter a certeza que a população será beneficiada”, adianta.

Seriedade

Enquanto não entra em ação no parlamento, Kalynka sinaliza de antemão que não quer ser rotulada como aliada ou opositora fixa do Executivo Municipal.

“Não serei “politiqueira” de maneira alguma. Não votarei contra ou a favor pra prejudicar quem for que seja. Eu quero sim ser conhecida como aliada, mas do povo”, decreta.

Incentivo à superação

Por fim, a entrevistada faz questão de encorajar a todos que possuem críticos a seus projetos pessoais, se colocando como um exemplo de que “sempre é possível”.

“Eu ouvi pessoas dizendo: “Kalynka não tem tamanho pra isso, não tem estatura e tamanho eleitoral”. Nunca fui favorita em nenhuma eleição e nessa não fui de novo, mas o “nosso tamanho” não está nos rótulos que nos dão, mas no trabalho que fazemos. Isso na política ou em qualquer área, basta ser persistente”, crava.

 

 

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