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Horta e Claudinei se reúnem com médicos “sem salário” do Regional


| Fonte: Da Redação NMT
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Com até cinco meses sem receber, contratados de terceirizadas que cedem profissionais ao hospital referência da região sul buscam ajuda política no caso. Foto - NMT

Empresas terceirizadas que prestam serviços ao Hospital Regional de Rondonópolis e são responsáveis por contratar médicos estão há até cinco meses sem pagar salários.

Antes que a situação não se sustente mais, representantes da categoria se reuniram na tarde deste sábado (28) com o vereador eleito, Dr José Felipe Horta (PODE), e o deputado Claudinei Lopes (PSL), para pedir ajuda.

Representante da categoria

No encontro, realizado em Rondonópolis, acompanhado pela reportagem do NMT, Horta, que é medico, afirmou que foi procurado pelos colegas de profissão, que o buscaram com a finalidade de somar forças contra a situação caótica.

“São várias as especialidades que estão nesta situação como ortopedia, proctologia, radiologia, que é muito importante, profissionais que estão há três e até cinco meses de atraso. Não podemos deixar que isso protele”, expôs Felipe.

Referência

O parlamentar eleito lembra, aliás, que o Regional é uma referência de toda região sul e além de atender COVID-19 recebe demandas de cirurgias de urgência e traumas.

“Isto que está ocorrendo é uma falta de respeito aos profissionais, estes médicos possuem suas responsabilidades pessoais. Entrei em contato com o Claudinei (deputado estadual), que tem uma relação estreita com nós do Podemos, por meio do Medeiros (deputado federal), e essa reunião é no sentido de achar uma solução”, ressaltou.

De olho na questão

De sua parte, Claudinei disse que já vem acompanhando o problema e garantiu, de maneira prévia, que no início da próxima semana vai pessoalmente até a Secretaria de Estado de Saúde para verificar qual o imbróglio.

Dinheiro não é problema

Em princípio, segundo o deputado, falta de dinheiro não seria o que afasta a solução do problema.

“A informação que tenho é que existem os recursos para quitação, não sei se pra tudo, mas pelo menos pra deixar o mínimo possível, talvez um mês pra trás. O problema é que tem gente desde maio sem receber, isso é grave”, critica.

Encaminhamento legislativo

Além da ida até a pasta responsável, o parlamentar afirmou que montará um requerimento, que apresentará na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, pedindo detalhes destes contratos de terceirização existentes.

“Já temos o resumo dessas informações e vamos formalizar este requerimento, precisamos vencer burocracias e o que mais tiver travando isso para a situação voltar a engrenar. Até fevereiro, ao que parece, estava funcionando”, relata.

Mais problemas

Do mesmo modo, junto a questão dos médicos, Claudinei afirma que a falta de materiais hospitalares e outros itens fundamentais para a demanda do Regional segue prejudicando a população.

“Nos informaram que havia uma empresa, que tinha feito a licitação, que disponibilizaria as próteses e outros materiais que estariam em falta, embora exista uma escassez destes equipamentos em todo o Brasil. Ocorre que o secretário (Gilberto Figueiredo / SES MT) nos informou que seria regularizado e o que estamos sabendo é que não regularizou”.

Bola de neve

O deputado estadual acrescenta, por fim, que hoje a fila de pessoas com fraturas e necessitando de cirurgias urgentes está só crescendo no Hospital Regional.

“Somos representantes da cidade e de toda região sul e não podemos aceitar isso. São quase 20 municípios que dependem desse hospital. O pior agora é ver que, além desta questão dos materiais e atraso das cirurgias, existe essa pendência com os médicos. Não dá pra ficar assim, vamos atrás disso”, garantiu.

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