Home Chicote Pátio critica operação que afastou segundo secretário: “truculenta”
fullinterna_3
fullinterna_3

Pátio critica operação que afastou segundo secretário: “truculenta”


| Fonte: Da Redação NMT
Prefeito de Rondonópolis chamou uma coletiva de imprensa e criticou a nova fase da operação
Prefeito, que já havia perdido Izalba por causa da STOP LOSS, agora perde Leandro Junqueira da Administração, por compras da pandemia. Foto - Reprodução

Ao lado do seu corpo jurídico, o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), chamou uma coletiva de imprensa e criticou a nova fase da operação “Stop Loss”.

A segunda etapa do trabalho investigativo da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual – MPE derrubou um segundo secretário da gestão, nesta quarta (25).

Depois de tirar Izalba Albuquerque, do cargo de secretária de saúde, em junho, foi a vez agora de Leandro Junqueira Arduini, da Administração, ser o alvo.

“Rolos” da pandemia

Novamente, o foco são as licitações superfaturadas que Pátio e sua equipe deliberaram em meio à pandemia, o que inclui a famigerada compra de mais de R$ 700 mil em papéis higiênicos e toalha.

Após ter a residência e o gabinete vasculhados por investigadores, Pátio reagiu fortemente contra a ação e leu uma nota na qual classificou a operação como “truculenta”.

“Tal operação foi truculenta e desnecessária, já que eu havia encaminhado ao tribunal de justiça e à delegacia especializada de combate à corrupção uma petição me colocando inteiramente à disposição das autoridades dentro da operação STOP LOSS, inclusive oferecendo qualquer documento que seja solicitado”, afirmou o prefeito, lendo a nota.

Defesa 

Analogamente, o corpo jurídico da administração reafirmou que nenhuma das três compras que são alvos da investigação foram finalizadas, ou seja, que não saiu recurso da prefeitura e que essa decisão administrativa ocorreu antes mesmo da operação surgir.

Reiteraram ainda os advogados que a Administração não criou embaraços para prestar quaisquer esclarecimentos e que “causa estranheza”, então, a busca de informações ter que ser, novamente, por meio de operação, quando “uma diligência já resolveria”.

Respiradores

Ao mesmo tempo, quanto aos mais de R$ 4 milhões gastos na compra de 22 respiradores falsos, essa sim que gerou uma saída de recursos dos cofres públicos, os membros da Procuradoria informaram que já estão dispostos em conta judicial R$ 2.946.000,51.

Além deste recurso bloqueado da conta da empresa fraudulenta, bens como carros e outros itens de valor, inclusive os próprios monitores que vieram se passando por respiradores, são alvos de uma compensação que o Município tenta para não sair no prejuízo.

A liquidez da relação, porém, ainda será analisada em fase posterior do processo.

Intacto

Apesar de todo o imbróglio causado por sua gestão na pandemia, Pátio não sofreu abalos eleitorais com a situação e se reelegeu, no último dia 15 de novembro, com mais de 44% dos votos válidos na cidade.

Confira abaixo a nota lida pelo prefeito na íntegra: 

“Fui surpreendido por uma operação coordenada pelo Ministério Público Estadual e pelas delegacias especializadas para investigar fatos já relativamente antigos e sem nenhuma novidade. 

Tal operação foi truculenta e desnecessária, já que eu havia encaminhado ao tribunal de justiça e à delegacia especializada de combate à corrupção uma petição me colocando inteiramente à disposição das autoridades dentro da operação Stop Loss, inclusive oferecendo qualquer documento que seja solicitado. 

Importante salientar que as investigações cuidaram dos processos de dispensa de licitação 037, 038 e 039, de 2020, cujo objeto é a aquisição de produtos de limpeza e higiene em combate a COVID-19.

Os procedimentos 037 e 038 foram devidamente revogados por minha determinação e o 039 não houve aquisição de nenhum produto, ou seja, em todos não houve pagamentos e portanto não restou nenhum prejuízo aos cofres públicos.

Apesar da colaboração efetiva da prefeitura na apuração dos fatos, não recebemos os documentos e informações sobre as investigações, mesmo com inúmeras solicitações dos nossos advogados e procuradores, o que viola nosso direito de defesa e compromete a prestação dos esclarecimentos necessários à sociedade.

Por fim, reitero meu interesse que as investigações transcorram de modo adequado, legal e transparente, e que sejam concluídas o mais rápido possível, para que sejam afastadas as duvidas sobre a lisura com que as licitações são conduzidas na nossa administração”. 

 

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here