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Eleito, Felipe Horta enaltece renovação da Câmara de Rondonópolis


| Fonte: Da Redação NMT
José Felipe Horta vereador
Único médico entre os 21 eleitos, analisa que população expôs na renovação de 13 dos 21 nomes sua insatisfação sobre o que vinha ocorrendo... Foto - Reprodução

O médico ginecologista e obstetra, há mais de 17 anos atuante em Rondonópolis, José Felipe Horta (PODE), se elegeu vereador com a sétima maior votação da cidade.

Em conversa com o NMT, o profissional da saúde e agora parlamentar afirmou, em princípio, que as eleições 2020 marcaram um clamor dos eleitores por renovação.

Em resumo, dos 21 vereadores que finalizarão seus trabalhos no próximo mês de dezembro, apenas oito seguem a partir de janeiro de 2021.

Resposta das ruas

Para José Felipe, aliás, sua vitória e as dos outros 13 novatos são resultado da postura do parlamento municipal, que acabou enfrentando a vontade popular, recentemente.

“Eu acredito que a população quis dar um recado. Eu acho que a vontade popular foi de me eleger no sentido de tudo que aconteceu esse ano. O cidadão quer ter alguém que realmente lute pelos seus interesses, acima de tudo”, avalia.

Serviços prestados

A credibilidade e honestidade que conseguiu acumular com os anos na medicina, contudo, foram importantes molas propulsoras do seu projeto político, avalia o médico.

“Fizemos uma campanha limpa, com pouco recurso, e campanha de mídia, através do WhatsApp”, ilustrou.

De olho na saúde, educação e assistência social

Confirmando que será no mandato muito próximo do setor da saúde, o médico também mostra intensa preocupação com a educação e com as políticas de inclusão social.

“A educação é o que tira as pessoas da pobreza e transforma cidade. Eu fui médico na ponta, eu atendi o programa de Saúde da Família e tive contato com a população mais humilde. Muitas coisas acontecem e nós temos que ficar de olho na assistência social”.

Olhar diferenciado

O médico, que atuou na Casa Abrigo, preocupa-se, sobretudo, com o encaminhamento de jovens órfãos, que após completarem 18 anos são “abandonados” pelo Estado.

“Atuando na Casa Abrigo, eu via que essa criança quando completava 18 anos e tinha sair, não tinha rumo. Eu quero acompanhar esse processo, quero ver o que o Município pode oferecer em relação a emprego. Quero dar um suporte em relação a isso”, pontua.

Conectado com o povo

O vereador eleito defende ainda a transparência absoluta e diz não considerar ser correto um legislativo que age a portas fechadas e não dialoga com as ruas.

Felipe Horta considera que, inclusive, que esse talvez tenha sido o grande erro de muitos dos que encontraram um cartão vermelho nas urnas.

“A população nessa eleição deu o veredito negativo pra quem agiu assim, não se reelegeram. O interesse maior tem que ser o da população, ela sobressai acima de partido e ideologia. As pessoas querem isso”, afirma.

Nada contra Pátio

Quanto ao relacionamento que quer ter com a gestão Zé do Pátio (SD), reeleita por mais de 44% dos votos, o médico afirma que terá seu apoio tudo que for bom para a cidade.

“Eu vim pra somar e o que eu quero mais é contribuir com o Município. Aquilo que for importante, eu tenho que ajudar, aliás, eu vou ajudar. O que for prejudicar, serei oposição. Não tenho nada contra ele (Pátio) pessoalmente”, assegurou.

Sem entrar no ringue

Sobre a polarização política efervescente que domina o debate nacional, José Felipe mostra não querer entrar nessa seara.

“Tem pessoas que eu sei que votaram em mim que são de esquerda, outros de direita, mas o mais importante agora é defender os interesses de todos”, sacramentou.

Do lado do bem

Nesse sentido, o médico conta que teve de vencer o preconceito de amigos e familiares, que argumentaram contra sua candidatura pela má visão que muitos têm da política.

“As pessoas de bem precisam ocupar o espaço e os eleitores mostraram que querem isso”, explicou.

Valorizando partido

Único eleito pelo PODEMOS na primeira eleição sem coligação nas proporcionais, o vereador eleito ressalta a importância dos correligionários, que somaram consigo para que o quociente eleitoral fosse atingido.

“Você não ganha eleição sozinho, precisa dos pré-candidatos. Se puder fazer um rodízio (legalmente), sou a favor porque você tem que incentivar as pessoas, principalmente as pessoas do bem a serem candidatos”, defendeu.

Mudança de nomes e de conduta

Por fim, com a renovação de nomes garantida pelo eleitorado, Horta espera que a postura majoritária do parlamento local também se renove.

“Não adianta mudar as pessoas e não mudar a maneira de fazer política. Eu acredito que a grande maioria ali entendeu o recado. Se quem entra mantém a maneira antiga de fazer política, não adianta nada trocar o vereador”, expõe.

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