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Leitão defende “centrão” e diz que não existe velha ou nova política


| Fonte: Da Redação NMT
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Apoiado por medalhões, tucano esquiva-se de desgastes e ressalta trabalho de partidos do centro como base do Governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Foto - Assessoria

Com o apoio de Wellington Fagundes (PL) e dos irmãos Jayme e Júlio Campos (DEM) – seu primeiro suplente – o candidato ao Senado Federal, Nilson Leitão (PSDB), tenta se livrar do desgaste de “grupo político envelhecido” para usufruir do bônus da chapa que montou.

A pecha da “velha política”, que deixou muita gente sem mandato nas eleições de 2018, é abominada por Leitão, que em conversa recente com o NMT preferiu definir um político por sua qualidade, sem incluir na análise o tempo que carrega de mandato.

Trata-se de qualidade

“Isso é um contrassenso. O discurso de 2018 foi estratégico em falar de velha política para jogar todos que estavam no mandato dentro desta situação (sic). Velha e nova não poderiam ser a definição, mas sim boa ou ruim”, estabeleceu.

Bolsonaro como exemplo

Ainda no tema, contudo, o tucano evocou a história do atual presidente Jair Bolsonaro para se defender. “Bolsonaro tem sete mandatos como deputado federal e está fazendo uma boa política, na minha opinião. Não é isso que vai conseguir rotular”, reiterou.

Poder do Centrão

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Leitão foi o mais votado para o cargo de deputado federal nas eleições de 2014, em Mato Grosso. Foto – Reprodução

Outro ponto, aliás, ponderado pelo ex-deputado federal de Mato Grosso, mais votado do pleito de 2014, foi a demonização do “centrão”, grupo que seu partido se enquadra e que virou um termo pejorativo nos últimos tempos no debate nacional.

Leitão afirmou que a sustentação ao Governo no Congresso tem sido feita exatamente por políticos destes partidos que figuram longe da extremidade ideológica, enquanto parlamentares desta linha abandonaram o presidente.

Centrão com Bolsonaro

“Bolsonaro já foi se socorrer ao centrão para fazer uma base no Congresso, já que os novos que chegaram não socorreram. Dos 180 (novos) que foram eleitos, mais de 100 já viraram as costas para o projeto Bolsonaro”, expôs.

Veteranos fazendo a diferença

Da mesma forma, o candidato ao Senado lembrou que o líder do Bolsonaro no Senado é Fernando Bezerra do MDB, que foi ministro da Dilma e Lula (PT), enquanto no Congresso é Eduardo Gomes (MDB), que também tem um currículo extenso na vida eletiva.

“Quem está liderando todos os temas cruciais para o Governo são pessoas experientes”, definiu Leitão.

Jayme e Fagundes

Retornando à pauta da sua candidatura, Leitão considera que ter o apoio de dois atuais senadores da República, que poderão vir a se tornar seus colegas de parlamento, credencia consideravelmente seu projeto.

“Os dois (Wellington e Jayme) estão no meu palanque, com um projeto que tem começo, meio e fim. Pela primeira vez, teremos os três senadores falando a mesma língua, plenamente alinhados”, considerou.

Suplentes

Os suplentes de Leitão, aliás, foram indicados por ambos, sendo o primeiro o veterano ex-governador, Júlio Campos, e o segundo José Márcio Guedes (PL), ex-vereador por Rondonópolis e assessor de Fagundes.

“Veio muito a calhar, o Zé segue a linha municipalista do Wellington, olhando problemas de baixo para cima como também gosto de fazer, enquanto Júlio é o político com maior biografia em nosso estado”, resumiu.

Homem do Agro

Ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA, a maior do Brasil, Nilson Leitão afirmou que se considera sim um dos representantes do setor, embora fuja do rótulo de ser o candidato do agro.

Com apoio de 88 dos 93 sindicatos rurais do estado, segundo o próprio, afirma que o setor lhe vê como voz. “Não sou candidato do agro, mas boa parte do agro que efetivamente precisa da política de Estado eu represento”, afirmou, ressaltando que deixou saudades.

“O agro tem na minha pessoa o último que realmente teve a coragem realmente de ir para a linha de frente em questões trabalhistas, burocráticas e outras que atravancam a vida de quem produz”, finalizou.

Reformas

Por fim, sobre sua possível atuação no Congresso Nacional, Leitão enfatizou a necessidade de simplificar e desburocratizar o texto que está sendo construído na reforma tributária e ressaltou a necessidade de caminhar a reforma administrativa em paralelo com a mesma.

O tucano mostrou preocupação com a necessidade de diminuição da máquina pública, mas ressaltou ser ativista de uma transformação urgente da legislação que envolve questões políticas/eleitorais no Brasil.

“Esse ano de eleição continuamos a ver os dois maiores crimes que são o abuso de poder econômico e político, comprando votos com estrutura de governo e deixando a disputa desequilibrante. Não podemos aceitar liberações de emenda e situações de gestores para eleger seus candidatos. Isso precisa ser visto com mais força”, alertou.

 

 

 

 

 

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