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Coronel diz que adversários que a atacam viram “moças” em sua frente


| Fonte: Da Redação NMT
Candidata de Jair Bolsonaro
Escolhida pelo presidente para ser o seu nome na disputa pelo Senado em Mato Grosso, coronel da PM tem entrado em confronto com outros "bolsonaristas". Foto - NMT

A coronel da polícia militar, Rúbia Fernanda (PATRIOTA), que é a candidata de Jair Bolsonaro para a eleição suplementar do Senado Federal de 15 de novembro, em Mato Grosso, diz que os adversários que a atacam viram “moças” em sua frente.

Após tornar-se alvo no pleito, em virtude do relevante apoio que recebeu, a militar afirma que já está acostumada a viver em ambientes masculinos e que não é nenhuma novidade as situações complexas que vive atualmente.

Histórico na polícia

“Vivi 25 anos na polícia só no meio de homem. Teve lugar que trabalhei que só tinha eu como mulher para comandar homens. Só eu sei o que estou passando com estes políticos, meus adversários, me difamando e me descontruindo”, externou.

A oficial afirma que lamenta sobretudo pelos reflexos negativos familiares que as polêmicas que a envolvem lhe causa. Ela citou a família para explicar porque se ofende tanto, mas logo em seguida tratou de contra-atacar

Família e ataques

“Esquecem que eu tenho uma história, uma família e eu não quero ver meus filhos vendo isso. Isso é covardia. Engraçado é que quando eles (adversários) chegam na minha frente, viram uma “moça””, disse, referindo-se aos algozes

Embora apresente-se numa condição de vítima de ataques, a coronel tem também provocado insistentemente adversários nos últimos dias, sobretudo aqueles que dividem o reduto eleitoral bolsonarista consigo.

Medeiros e Reinaldo no alvo

Deixando de lado um antagonismo com Valdir Barranco do PT, procurador Mauro do PSOL ou mesmo membros do centrão, como Nilson Leitão (PSDB) e Carlos Fávaro (PSD), as principais desavenças da coronel têm sido com a chapa de Reinaldo Morais (PSC) e José Medeiros (PODE).

Com Reinaldo, a principal discussão é com a ex-senadora Selma Arruda (PODE), cassada do cargo em questão e apoiadora da chapa, além do primeiro suplente, Gilberto Cattani (PRTB), fanático defensor de Bolsonaro.

Cattani, aliás, causou polêmica ao comparar Rúbia com Joice Hasselman (PSL), ex-aliada e hoje rompida com Bolsonaro, pejorativamente chamada de “Peppa”.

Briga interna

Com Medeiros, o clima esquentou após o vice-líder do Governo Bolsonaro tornar público em áudio no WhatsApp que o presidente quis recuar do apoio à coronel, sugerindo que ela compusesse como suplente da chapa do próprio candidato do PODEMOS.

Rúbia, recentemente, disse que “emprestaria sua saia a Medeiros ir à Brasília pedir apoio”, já que Bolsonaro tinha dito ter definido por uma mulher. A candidata, contudo, a cada frase proferida, não se cansa de lembrar o fato de que está atendendo uma missão.

Projeto Presidencial

“Eu vou pra lá para ser um soldado dele (Bolsonaro) A chapa foi um projeto do presidente Jair Bolsonaro. O primeiro suplente (Victório Galli) foi uma indicação dele (Bolsonaro) e o segundo atendeu meus requisitos que foram: não ser condenado por corrupção, não ter sido preso, ser um pessoa de caráter e ser uma pessoa séria”, citou Fernanda.

Conversa com o NMT sobre MT

Candidata de Jair Bolsonaro
Coronel falou com exclusividade ao NMT. Foto – NMT

Na entrevista exclusiva ao NMT, onde falou de variados assuntos, Rúbia defendeu a política de incentivo a produção em larga escala em aldeias indígenas.”Por que temos que obrigar o índio a comer mandioca?”, ilustrou, alfinetando ONG’s, que disse serem entidades interessadas na miséria destes povos para levantarem recursos financeiros.

A coronel ainda tratou de criticar a seletividade da fiscalização ambiental que fecha os olhos para os “grandes” e persegue os pequenos. “A população de Mato Grosso triplicou em 10 anos, aí vamos para a beira dos rios… Cadê a punição para os executivos municipais (referindo-se a esgotos)? Aí só fiscalizam o ribeirinho, o pescador”, ilustrou.

Representante feminina e experiência

Reiterando a questão da representação feminina na política, a coronel disse que é preciso que as mulheres percam o medo de serem constrangidas. Já sobre a acusação de falta de experiência da sua parte para ocupar uma vaga no Senado, conhecido por local de atuação de medalhões da política nacional, ela minimizou com um discurso moralista.

“Qualquer cidadão preparado e honrado, que não tenha passado corrupto e de polícia federal na porta de casa, que não tenha passado de adulterar ata de convenção partidária e que não tenha passado de xingar e descontruir uma mulher, que não seja arrogante, essa pessoa pode sim ser um senador”, disse, novamente alfinetando adversários.

Mais experiência

O assunto experiência, todavia, mostrou ser desconfortável para a candidata, que seguiu reforçando argumentos. “Bolsonaro não tinha experiência de ser presidente e está aí sendo o melhor presidente do Brasil (…) O trabalho do Bolsonaro comigo é mostrar que qualquer um que seja correto e sério pode fazer o melhor para Mato Grosso (…) Você tem que ter amor ao próximo, isso é mais importante do que experiência”, finalizou.

Olhar crítico

A candidata ainda tratou de criticar o que chamou de politicagem de alguns prefeitos, que estão aproveitando o ano eleitoral para gastar desenfreadamente em busca da reeleição. Ela citou folhas de pagamentos inchadas com servidores comissionados e condenou outros gastos com foco eleitoral.

“Temos gestores que estão gastando dinheiro de qualquer forma, principalmente no final de campanha para reeleição (sic). Tanta maquiagem que está sendo feita que eu espero que não chova porque eles serão desmascarados. Porque a maquiagem quando chove sai”, lembrou.

Promessas de economia no mandato?

Confrontada, porém, quanto as muitas benesses que o cargo de senador possui e se já queria anunciar alguma coisa que, de maneira prévia, já abriria mão em termos de direito, a candidata preferiu não especificar.

“Tudo que for possível para economizar, vou fazer. O que preciso é buscar recursos para o estado. Tem municípios negativados, que só recebem a verba da saúde e nada mais. Muitas vezes não é culpa do gestor que está lá agora, mas não vejo os políticos que estão aí preocupados com isso”, desconversou.

Sem mágoa, pero no mucho

A candidata disse que atuará como representante do estado e que não fará distinções, mas que quem está a ofendendo “pode a esquecer”, do ponto de vista pessoal. Ela, contudo, sinalizou que jamais ignoraria pleitos de um município ou um setor específico por desavenças com representantes públicos.

História de vida e futuro

Por fim, a coronel, que é casada também com um coronel da polícia militar, lembrou a infância e juventude de dificuldade financeira, falou sobre o trabalho que encarou desde cedo e afirmou que tudo isso a dá forças em sua campanha atual.

“Eu estudei muito e me esforcei muito para ser o que sou. Eu andava a pé para economizar vale transporte. Então, quando a pessoa vem de luta, ela dá valor. Eu faço isso. (…) Não vou ser inimiga de ninguém, vou conforme meu presidente orientar. Tenho que construir, jamais descontruir”, findou.

 

 

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