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Empresária acusada de mandar matar 2 irmãos em disputa de terras tem prisão decretada pela Justiça em MT


| Fonte:
Empresária

A Justiça mandou prender a empresária Mônica Marchett no processo em que ela é acusada de mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, em 1999 e 2000, respectivamente, por causa de uma disputa de terras em Rondonópolis. A prisão preventiva dela foi determinada nessa quarta-feira (7) pelo juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal do município. O G1 tenta localizar a defesa dela.

Na decisão, o magistrado diz que ela está foragida há vários anos e que a Justiça tentou conseguiu intimá-la e que, depois de citada por edital, a empresária não compareceu em juízo para apresentar a sua defesa em relação à acusação e menciona o comentário de uma jornalista de que ser foragida no Brasil compensa.

“É público e notório que a acusada Mônica está foragida desta cidade há muitos anos, inclusive na ação penal anterior fora declarada não só sua revelia, como também reconhecida como foragida”, afirma.

No ano passado, o mesmo juiz mandou prender o pai de Mônica, Sérgio João Marchett, que também era acusado do crime, e determinou que a Interpol colaborasse para a prisão do empresário, que morava na Bolívia. Ele não chegou a ser preso e dias depois conseguiu um habeas corpus com a alegação da defesa de que estava com a saúde debilitada.

A denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) aponta que um dos indícios de que a empresária tenha encomendado o assassinato das vítimas é a assinatura dela que foi encontrada na transferência de um automóvel de propriedade da família aos suspeitos pelos crimes, os ex-policiais militares Hércules Araújo Agostinho e Célio Alves. O carro teria sido entregue como pagamento pelos assassinatos.

À época, a família de Mônica e das vítimas travava briga na justiça por um imóvel rural.

Após a denúncia do MPE, em 2013 a Justiça determinou que a empresária fosse levada a júri popular por homicídio qualificado e formação de quadrilha.

Mas ela não chegou a enfrentar júri popular porque em 2017 o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou anular a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que havia determinado o julgamento, atendendo a um pedido da defesa de Mônica a qual alegou “excesso de linguagem” por parte do desembargador Luiz Carlos da Costa, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, no acórdão que determinou que Mônica fosse a júri popular pelo duplo homicídio.

Na decisão, o desembargador se referiu ao crime como “asquerosa, abjeta empreitada contratada por preço global”. Para o ministro, o magistrado em questão deixou de ser parcial e seu voto poderia influenciar os jurados que vão julgar a acusada.

Os crimes

O primeiro crime aconteceu no dia 10 de agosto de 1999, onde Brandão foi surpreendido pelo pistoleiro Hércules Araújo Agostinho, conhecido como Cabo Hércules, e executado a tiros de pistola em pleno centro de Rondonópolis.

O segundo crime foi em 28 de dezembro de 2000, onde José Carlos foi executado, também a tiros de pistola 9 mm, no estacionamento de uma agência bancária, no centro de Rondonópolis. Em ambos os casos Célio Alves ajudou o pistoleiro Hércules Agostinho.

De acordo com as provas produzidas nos autos, os assassinatos dos Irmãos Araújo foram motivados pela disputa judicial de uma fazenda de 2.175 hectares, localizada na região conhecida como Mineirinho, que fica a 70 km quilômetros de Rondonópolis, em direção a Campo Grande (MS), objeto de negócio mal sucedido entre José Carlos e Sérgio Marchett, realizado em 1988, cuja demanda até hoje se arrasta na Justiça.

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