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Mato Grosso: jovem que se passava por filha de juíza para aplicar golpes é condenada a 15 anos de prisão


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O juiz Anderson Candiotto, da Segunda Vara Criminal de Sorriso, condenou Joara Chagas da Silva, conhecida como “Joara Pimentel”, a 15 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de estelionato e furto contra seis vítimas. A sentença foi proferida nesta terça-feira (6).

O magistrado julgou duas ações penais contra Joara, em conjunto, que teve seis pessoas como vítimas. De acordo com o magistrado os crimes apurados em ambas as ações dizem respeito a delitos praticados dentro de um período específico, entre os anos de 2017 e 2020. Algumas das vítimas tiveram relacionamento amoroso com Joara.

“A personalidade da acusada é dissimulada, porquanto vive da prática de crimes que exigem do agente o treinamento de mentiras para que o crime tenha sucesso, razão pela qual a sua conduta social também será valorada como negativa, porque quem vive de mentiras para causar prejuízo ao próximo, de forma reiterada, em autêntica escalada criminosa, na comunidade em que vive, inclusive em desfavor de pessoas próximas, como em alguns crimes que tiveram como vítima pessoas com quem teve relacionamento amoroso, não pode ter a sua conduta social valorada como neutra ou boa”, disse o juiz.

Joara já foi condenada por estelionato em outro processo. Segundo o juiz os inquéritos policiais foram abertos na medida em que as vítimas compareciam na Delegacia e relatavam o engodo que sofreram.

O magistrado condenou Joara à pena definitiva de 15 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e pagamento de 260 dias multa, estes fixados em 1/30 avos do valor do salário mínimo vigente à época.

Como agia

Joara se aproximava das pessoas a fim de ter uma suposta ‘amizade’. Ela chegava a convidar as vítimas para um jantar, a fim de obter a confiança da pessoa. Depois começava a pedir dinheiro emprestado e outras coisas. Uma das vítimas relatou que mantinha contato com uma pessoa que se passava por secretária da magistrada. Todos os pedidos eram feitos em nome da juíza.

Em uma das situações a suposta mãe de Joara pediu para que um rapaz comprasse alguns celulares que seriam para presentear a Joara e seu suposto irmão, que seria policial civil de Sorriso com o nome de Jéferson.

Após a compra comprovantes de transferência foram enviados, sendo cada um no valor de R$ 4,9 mil, todos em nome de Débora Roberta Pain Caldas, como se a juíza tivesse feito a transação bancária para a conta do rapaz.

O procedimento teria sido feito entre bancos diferentes e os valores não caíram no mesmo dia. Confiando na palavra da suposta juíza, o homem enviou os aparelhos. Mas o dinheiro nunca caiu na conta dele. Algum tempo depois ele acabou não conseguindo mais conversar com a suposta juíza Débora.

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