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Taques quer liderar articulação internacional em prol do Pantanal e retomada de financiamento com o BID


| Fonte:
BID

Com cerca de 90 dias ardendo em chamas o candidato ao Senado Pedro Taques (Solidariedade) afirma que o assunto precisa urgentemente ser tratado no Senado Federal. Segundo ele, apenas uma articulação internacional é possível evitar com que novos desastres aconteçam e haja inclusão e desenvolvimento do território.

O candidato defendeu ainda a retomada do programa BID Pantanal e um programa de financiamento para que o homem pantaneiro seja remunerado para a preservação do patrimônio.

Para o candidato, ações isoladas de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul não solucionarão o problema a longo prazo. Afirmou que as mudanças climáticas favorecem com que o que aconteça às queimadas ano a ano.

“A preservação do Pantanal é um assunto internacional, são mais de 250 mil quilômetros de extensão entre o Brasil, Bolívia e Paraguai. Quem pode fazer essa articulação para a preservação da área são os senadores junto com o Itamaraty. Aqui em Mato Grosso quando fui governador fez isso com a estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI) que trata do bioma Amazônia, conseguimos recursos internacionais para a preservação. Sei o caminho das pedras em que porta bater e agora junto com o Estado vamos criar um programa semelhante para o Pantanal. Pra cuidar das populações principalmente ribeirinhas e de pequenos produtores de agricultura familiar. Somente em Poconé existem 29 assentamentos rurais”, disse.

Para Taques, é preciso de uma proposta para o controle do fogo, ou seja, um Sistema de Proteção contra Incêndio no Pantanal e nos 24 municípios que o compõe em uma articulação com Mato Grosso do Sul, Bolívia e Paraguai. “Já existe algo semelhante à Amazônia. É competência do Senado Federal propor ações aos estados subnacionais e internacionais e assim o faremos, como pantaneiro que nasci e me criei numa cidade à beira do Rio de Cuiabá”.

Retomada do BID Pantanal

Destaca-se que um plano para o desenvolvimento do Pantanal até chegou ao ser elaborado em 1971 (Prodepan), mas que nunca foi concretizado, como no caso da Transpantaneira, que acaba na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e que nunca chegou ao seu destino final em Corumbá-MS.

“O plano se concentrou muito no desenvolvimento e afirma que um dos problemas para isso era a falta de energia. Hoje isso já está igualizado, mas algo interessante daquele plano foi a constatação de que 90% do esgoto é jogado no Pantanal in natura. Anos depois, o governador Dante de Oliveira (já falecido), com o apoio do governo federal e de Mato Grosso do Sul conseguiu US$ 400 milhões em recursos internacionais para o investimento em saneamento, mas o programa não foi executado por falta de vontade política”, disse.

O candidato ao Senado acredita que uma das prioridades é a de fazer uma grande articulação com a União e o Estado na tentativa de retomar esse acordo e investir os recursos de acordo com o Novo Marco do Saneamento. “O mundo está de olho no Pantanal, precisamos aproveitar essa visibilidade. O BID Pantanal é um programa extremamente importante para a preservação e precisa ser retomado, busquei isso no governo do Estado, mas temos que ter essa articulação em nível nacional. Eu comprometo com o povo do Pantanal e com os mato-grossenses o liderar o processo dessa articulação internacional para salvar o Pantanal e garantir um futuro sustentável ao bioma”, finalizou.

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