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Governo usará novas concessões para avançar com ferrovia até o Nortão de MT


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Ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas e o senador Wellington Fagundes (PL-MT)

Os trilhos ferroviários seguirão adentrando em Mato Grosso. O Governo já estuda usar novas outorgas de concessão para avançar com o modal até a cidade de Lucas do Rio Verde, um dos principais centros de produção de grãos do Brasil. A informação foi dada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura (Frenlogi).

Ao negar desavença com área econômica sobre recursos do Orçamento para infraestrutura, Freitas sinalizou que pretende usar os valores recolhidos no ato das concessões ferroviárias para construir novos trechos, e disse que a extensão da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (FICO), de Água Boa até Lucas do Rio Verde, será viabilizada com uma futura concessão do primeiro trecho da própria FICO, entre Mara Rosa (GO) e Água Boa, e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará o Porto de Ilheus (BA) até a Ferrovia Norte-Sul.

“Como construir ferrovias em cenário de restrição fiscal? Temos uma ideia. E essa estratégia busca viabilizar o que pode ser nosso maior legado: a cruz ferroviária brasileira (Norte-Sul, FIOL e FICO), criando três saídas, Itaqui, Ilhéus e Santos, para toda produção do nosso interior” – explicou o ministro.

O modelo a ser usado para levar os trilhos da FICO até Lucas é o mesmo que se aplica à implantação do primeiro trecho da ferrovia, viabilizada a partir da renovação das concessões da Ferrovia Vitória-Minas, e Carajas, operadas pela Companhia Vale. Com isso, a Vale destinará R$ 2,73 bilhões ao fundo destinado à construção da FICO. As obras da ferrovia devem começar em 2021, uma vez que já se encontram adiantados o projeto básico e o processo de licenciamento ambiental.

Este primeiro trecho da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste terá 383 quilômetros de extensão, conectando a região da BR-158, no Vale do Araguaia em Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, em Goiás. A construção da ferrovia é sonhada há décadas por quem produz na região. Wellington Fagundes afirmou que essa ferrovia “será um grande passo para interiorizar o desenvolvimento”, se constituindo ‘“em mola motriz ao crescimento de nosso Estado, e irá reduzir custos até os portos, para exportarmos com mais competitividade”.

Dentro da Frenlogi, segundo o senador, existe inclusive um consenso de que é preciso investir energias para viabilizar o modal ferroviário no Brasil. “Diante das estradas abarrotadas é importante construir a intermodalidade do transporte no país. Nesse sentido nós acreditamos muito no setor ferroviário” – disse o parlamentar mato-grossense.

Além da Fico, Mato Grosso deverá se beneficiar, a curto e médio prazo, com mais dois projetos ferroviários: o primeiro leva os trilhos da Ferronorte, atualmente em Rondonópolis, até Cuiabá, seguindo também para o Norte do Estado; o segundo, é o projeto da Ferrogrão, que liga Sinop até os portos do Arco Norte da Logística, em Miritituba, onde se conectará ao modal hidroviário até Santarém (PA).

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