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SENADO | Leitão repete “estratégia Alckmin” em Mato Grosso


| Fonte: Da Redação NMT
Alckmin
Tucano aposta em uma união com medalhões e seus partidos por Senado, repetindo estratégia de ex-governador de SP que sucumbiu em busca da presidência... Foto - Ednilson Aguiar/OLivre

O ex-deputado federal, Nilson Leitão, que chegou a liderar o PSDB em Brasília, quer voltar à política e, aparentemente, dobra aposta no “plano Alckmin” de 2018 pra isso.

Mais votado de 2014 em Mato Grosso para a Câmara com mais de 127 mil votos, Leitão tem uma obsessão: o Senado Federal.

Logo após obter sua última relevante vitória, iniciou 2015 com uma pré-campanha e falava abertamente sobre sua vontade de mudar de parlamento.

Vem de revés

Contudo, todo o planejamento prévio do tucano só lhe rendeu a quarta colocação em 2018, com pouco mais de 330 mil votos.

A cassação em 2019 da primeira colocada neste mesmo pleito, Selma Arruda (PODE), acabou dando uma nova oportunidade a Leitão para reviver seu objetivo.

O pleito de substituição e fora de época, que ocorrerá junto das eleições municipais de novembro, trará Leitão com uma grande estrutura política.

Aliados nos quatro cantos do estado

Nilson terá os principais e mais experientes líderes políticos de Mato Grosso ao seu lado, estrategicamente influentes em cada uma das regiões do estado.

O tucano já fechou com os veteranos Jayme e Júlio Campos (DEM), Wellington Fagundes (PL) e provavelmente vai abrigar até o MDB de Carlos Bezerra ao seu lado.

O candidato tem tudo para somar o maior tempo de propaganda na TV e rádio, além de contar com uma realidade de campanha onde dinheiro não deve ser problema.

Não é tudo

Exemplos recentes, porém, deixam claro que arcos de aliança deste tipo, formados pelos principais partidos e nomes da política, não têm encontrado boas notícias nas urnas.

O exemplo mais clássico foi Geraldo Alckmin, do mesmo PSDB de Leitão, que conseguiu agregar DEM, PP, PR (hoje PL), PSD, PRB, PTB, PPS e SD ao seu lado, em 2018.

Por fim, mesmo com todo este time e estrutura, o ex-governador de São Paulo teve pouco mais de 4% do eleitorado nacional lhe dando preferência na corrida presidencial.

As urnas não mentem

Os pouco mais de cinco milhões que contabilizou nas urnas ficaram muito distantes até dos 12 milhões que havia conseguido em 2014 pra se tornar governador de São Paulo.

Embora com o exemplo de Alckmin batendo à porta, Leitão está motivado com o time que está conseguindo montar e com razão.

Novos tempos

O MDB tem muitas prefeituras, Júlio e Jayme conhecem todos os caminhos na capital e Várzea Grande, enquanto Fagundes é muito influente no interior.

Por outro lado, existe algo novo no ambiente que impede Leitão, mesmo com todo este arranjo político, de ser colocado como favorito absoluto.

Na prática, um líder comunitário local e aliado de Wellington, que levará o nome de Leitão até os bairros de Barra do Garças, por exemplo, a pedido do chefe, terá a concorrência dos conteúdos que aqueles eleitores receberão no celular.

Novo normal

A ligação direta que as redes sociais cria entre um candidato e o povo acaba tendo, na prática, o mesmo efeito de uma imensidão de cabos eleitorais, com a diferença disso ser feito com muito mais velocidade e abrangência.

O que se chama de desdobramento da campanha, ganha força voluntária, de smartphone em smartphone, se o discurso soar bem aos ouvidos populares.

Internamente forte

Leitão, aparentemente, usou os últimos dois anos para criar bons caminhos políticos e irá para a campanha de mãos dadas com os maiores medalhões do estado.

Entretanto, o postulante ao Senado parece não ter perdido nenhum pouco do seu tempo para se reciclar e observar os novos ventos.

Externamente nem tanto

A candidatura de Leitão, por tudo que a envolve, surgirá para o mato-grossense como a personificação da velha política e não só por causa dos nomes, mas pelos métodos.

Do outro lado, a maioria dos adversários do tucano possuem a condição de explorar um discurso de renovação, que nos últimos pleitos têm dado resultado.

Além disso, terão fraquezas imensas para apontar não só na carreira de Leitão, como da maioria de seus aliados.

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