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Comerciantes detonam medida que proíbe funcionamento de delivery e drive-thru de restaurantes e bares em Rondonópolis


| Fonte: Gabriel Fagundes
Empresários na bronca depois de decreto proibir funcionamento de delivery e drive-thru de restaurantes e bares em Rondonópolis
Modelo de vendas sem aglomeração de pessoas tem atraído público preocupado em não se infectar, ajudando a manter empregos. Foto - NMT

Após o Comitê de Gestão de Crise acatar a decisão do Tribunal de Justiça, os restaurantes, bares e estabelecimentos do gênero estão proibidos de funcionar pelo sistema de drive-thru e delivery, em Rondonópolis.

No entanto, a decisão deixou diversos comerciantes enfurecidos. Muitos sobrevivem através do sistema delivery, inclusive, montaram empresas, contrataram funcionários  e fizeram investimentos  em estabelecimentos que atuam somente nessa modalidade.

De acordo com o empresário e ex-vereador, Ibrahim Zaher, decisões como estas prejudicam o comércio local e consequentemente a população. Ele explica que o problema de fato não está sendo combatido e, que decisões anteriores da justiça, forçando o poder público a tomar medidas drástica relacionadas ao aumento do número de leitos, por exemplo, poderiam ter colocado a cidade em outro cenário e salvado vidas.

“Não temos uma definição ágil, e o prefeito até a manhã desta sexta, não apresentou o decreto oficial com as normativas que os empresários devem seguir. As pessoas não conseguem se programar por essa inércia e atraso da Prefeitura, o empresário não consegue minimizar seu prejuízo. O comerciante não sabe que fazer com seu estoque perecível e que, ele poderia ter organizado uma promoção para reduzir o prejuízo. Outra indecisão que a não divulgação do decreto trás, é sobre quantos dias ele terá que dar de folga para os funcionários. São 7 dias? 14? Todas essas ações se somam ao prejuízo de ter que ficar fechado”, explica.

Além disso, o empresário reitera que mais vez não vê a causa do problema sendo combatida. “Nós estamos fechando, mas quais ações o município tem implantado? Tenho observado que não temos triagem assim como testagem em massa da população e que faltam medicamentos para o tratamento dos pacientes que já foram identificados com coronavírus. Além disso, faltou planejamento do município na questão dos leitos e hoje temos um problema grave para a internação de pessoas infectadas. Todos esses fatores só aumentam a incerteza. Ficamos nesse abre e fecha, com a decisão de um juiz que não é da cidade, que não conhece a realidade local, e que não tomou nenhuma medida anterior penalizando o prefeito, por exemplo, caso ele não aumentasse o número de leitos para tratamento do Covid-19”, diz.

Ibrahim destaca que mais uma vez quem vai pagar o preço é a população de Rondonópolis, com desemprego e empresas fechando. “E isso não é pior, até que não tenhamos uma vacina, o caminho será longo. Estaremos vulneráveis com essas decisões sobre fechamento de comércio ao longo de 2020. A incerteza á muito grande”, lamenta.

 

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