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Vereadores e lideranças repercutem arquivamento de CEI em Rondonópolis


| Fonte: Da Redação NMT
Enquanto lideranças sociais não pouparam críticas à decisão da maioria do parlamento, vereadores comentaram seus votos e o reflexo da negativa ao inquérito. Foto - Reprodução (sup. esq.p/dir. Roni, Tânia e Adonias) (inf. Juary, Schuh e Cláudio)

Vereadores contra e a favor  da CEI contra o prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (SD), falaram com o NMT, na manhã desta sexta-feira (22).

Logo após o arquivamento do pedido, vencido por 10 votos a 9, o autor da proposta, Roni Magnani (SD), que recém-chegou no partido de Pátio, ressaltou sua independência.

“O fato de ter filiado no partido do prefeito não condiciona meu mandato (…) É meu dever e obrigação seguir minha consciência e meus eleitores, que entenderam que meu voto deveria ser dessa forma e os representei”, justificou.

Líder legislativo

O presidente da Câmara, Cláudio da Farmácia (MDB), não votou por questões regimentais, mas ressaltou a democracia e que, independente da decisão, a fiscalização segue.

“Processo democrático é dessa forma. A gente tem que aceitar o que ocorreu e a maioria optou por não abrir a CEI. Isto, porém, não quer dizer que não continuarão as investigações e a fiscalização. Temos requerimento a avaliar”, garantiu.

Voz cidadã

Presente na URAMB, onde temporariamente ocorrem as sessões da Câmara, a empresária Tânia Balbinotti, que tem se destacado como liderança política na cidade, criticou a decisão.

“O vereador Reginaldo me disse ser contra porque vários municípios compraram itens pelo mesmo preço de Rondonópolis, mas eu não acho que isso seja argumento (…) Não podemos justificar erros nossos por outros. Essa cidade precisa mostrar que quer mudança, já que uma parte da Câmara mostrou que não quer”, desabafou.

Vai ter a hora

Já Adonias Fernandes, do MDB, que votou pela admissão da CEI, afirmou que o legislativo segue com instrumentos de analisar as contas do prefeito.

“Vamos continuar investigando. A polícia civil está investigando, o Ministério Público, Tribunal de Contas e tudo isso vai cair na Câmara. Quando o prefeito tem as contas analisadas, isso vem para validação do legislativo”, lembrou.

Indignação popular e o líder

O líder comunitário, Paulo Schuh, que tem liderado um movimento popular para a coleta de milhares assinaturas pela CEI, detonou a decisão do parlamento.

“Uma vergonha tudo que aconteceu aqui hoje. Já vieram com o circo armado para cancelar essa CEI. Os “fiscais do povo”, invés de fiscalizar, são advogados da gestão. Foi mais uma pizza pra população e estão rindo da nossa cara”, atacou.

O vereador líder do prefeito na Casa de Leis, Juary Miranda (SD), justificou que foi contra porque um inquérito legislativo agora prejudicaria o desenvolvimento da cidade.

” O que eu quero é ver o prefeito dando continuidade as obras de infraestrutura e na saúde (…) Faltam seis meses de gestão e o prefeito e nós temos muito o que fazer (…) Quem já viveu uma CEI sabe que é”, resumiu.

 

 

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