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Conheça a NR 32: Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde


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Conforme Volk do Brasil (2019), “Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde são, sem dúvidas, grandes preocupações de quem gerencia um estabelecimento clínico ou hospitalar. De fato, otimizar os resultados na área é um enorme desafio, mas algumas diretrizes ajudam nessa tarefa. Entre elas, é importante mencionar a NR 32”.

Em resumo, essa norma regulamentadora visa preservar a saúde de todos que frequentam um ambiente. Ela é abrangente e engloba desde as medidas a serem adotadas para prevenir acidentes e infecções — como o uso de EPI’s (equipamentos de proteção individual) — até os perigos decorrentes de práticas inadequadas.

Descubra neste artigo a importância da NR 32, os meios de garantir a segurança e a saúde de pacientes e colaboradores, os principais riscos em instituições clínicas e hospitalares, e como conscientizar as equipes a respeito deles. Boa leitura!

O que é e qual a importância da NR 32?

Instituída em 2005 por meio da Portaria 485 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a norma regulamentadora NR 32 estabelece medidas protetivas para promover a saúde e a segurança de todas as pessoas que se encontram em um ambiente clínico ou hospitalar — colaboradores, pacientes, familiares, entre outras.

Desde então, qualquer estabelecimento que promova a assistência, a recuperação, a pesquisa e o ensino em saúde — não importa o grau de complexidade — deve seguir com rigor as diretrizes descritas na NR 32. Ao cumprir as determinações, os hospitais e as clínicas garantem a integridade dos funcionários e evitam os acidentes e as doenças ocupacionais.

No entanto, é importante ressaltar que essa norma regulamentadora não desobriga as instituições clínicas e hospitalares de atender às demais medidas de segurança em seus ambientes, como as previstas no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) e no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

Como garantir segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde?

Por englobar assuntos relativos à segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde, a NR 32 aborda também o comportamento dos colaboradores dentro dos estabelecimentos hospitalares e clínicos. Nesse sentido, a norma aponta a necessidade do emprego de EPI’s nesses espaços.

Ao investir em segurança do trabalho e na utilização desses equipamentos, as instituições evitam os acidentes e as doenças ocupacionais além de garantirem um maior controle de riscos. Outra medida importante a ser adotada em clínicas e hospitais é a proibição do uso de adereços — brincos, relógios, pulseiras, anéis, alianças, colares, entre outros.

É preciso, ainda, orientar os colaboradores sobre a maneira apropriada de manipular os instrumentos e equipamentos hospitalares a fim de evitar acidentes e reduzir o índice de absenteísmo. O alerta sobre o descarte correto dos materiais é mais uma forma de proporcionar segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.

Não é à toa que essas práticas são especificadas na NR 32. Quando executadas em conjunto e do modo correto, elas garantem a alta produtividade e a qualidade de vida dos colaboradores, contribuem com a redução de custos e evitam multas, bem como processos trabalhistas, nos estabelecimentos clínicos e hospitalares.

Quais são os principais riscos em ambientes clínicos e hospitalares?

Quando deixam de cumprir com a NR 32, os hospitais e as clínicas ficam sujeitos a diversos tipos de riscos. Saiba agora quais são eles!

Riscos biológicos

As bactérias, os vírus e os parasitas são exemplos de microrganismos que oferecem riscos biológicos. Esses e outros agentes estão descritos em norma regulamentadora.

Riscos químicos

Esses riscos estão relacionados à aspiração e ao contato de soluções com a pele ou as mucosas do corpo. Por isso, é importante observar o rótulo das embalagens, identificar os frascos e os recipientes que contenham produtos químicos, bem como realizar o manuseio deles de forma adequada.

Radiações ionizantes

De acordo com a NR 32, os estabelecimentos clínicos e hospitalares devem elaborar o Plano de Proteção Radiológica (PPR) e permitir que todos os colaboradores tenham acesso a ele. Profissionais que atuam em áreas nas quais existe esse tipo de risco precisam tomar os cuidados descritos na norma, como o uso de EPI’s apropriados.

Riscos nas lavanderias

A norma que trata da segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde exige que as lavanderias hospitalares tenham duas áreas, a “suja” e a “limpa”. Na primeira, ocorre o recebimento, a classificação, a pesagem e a lavagem de roupas.

Já na segunda, as peças higienizadas são manipuladas. É importante ressaltar que as máquinas devem contar com portas duplas ou de barreira para que a roupa a ser lavada seja introduzida pela área suja e, ao fim do processo, retirada do outro lado, isto é, o limpo.

Limpeza e conservação

Devido ao alto grau de exposição aos riscos no ambiente clínico e hospitalar, os trabalhadores da limpeza e conservação também precisam seguir as medidas preventivas mencionadas na NR 32 para evitar doenças e acidentes ocupacionais.

Portanto, o uso de EPI’s, EPC’s (equipamentos de proteção coletiva) e materiais adequados é obrigatório. É fundamental, ainda, oferecer capacitação inicial e continuada a esses colaboradores para a promoção da saúde no local de trabalho.

Manutenção de máquinas e equipamentos

O serviço de manutenção só poderá ser executado se as máquinas e os equipamentos passarem previamente por um processo de descontaminação. Os trabalhadores, por sua vez, deverão receber treinamentos específicos para realizar essa tarefa, além de serem conscientizados sobre os riscos e as devidas medidas para evitá-los.

Resíduos

Para evitar os perigos decorrentes do contato com os resíduos hospitalares, é preciso manipulá-los de modo adequado, conforme prevê a NR 32. Assim, tanto a saúde dos colaboradores como o meio ambiente serão preservados.

Condições dos refeitórios

Uma das razões para adotar práticas de prevenção nos ambientes em que os profissionais de saúde realizam as suas refeições é evitar infecções causadas pela ingestão de alimentos contaminados. Normas regulamentadoras estabelecem uma série de exigências para esses espaços, como o fornecimento de água potável e a localização fora da região do posto de trabalho.

Como conscientizar os profissionais de saúde sobre os riscos de infecções?

A capacitação inicial e constante dos colaboradores para a prevenção de acidentes e doenças nos ambientes clínicos e hospitalares também é mencionada na NR 32. Aliás, a educação continuada é a melhor forma de mobilizar e conscientizar sobre os riscos de infecções e, por consequência, promover uma mudança comportamental dentro da instituição.

Esse trabalho representa um grande desafio para os profissionais que gerenciam hospitais, clínicas e outros estabelecimentos de saúde, afinal, deve alcançar todas as esferas — da operacional à administrativa, da gestão à diretoria e aos conselhos hospitalares. No entanto, ele é fundamental para garantir a observância da NR 32 e a avaliação positiva dos órgãos fiscalizadores.

Como você pôde perceber, a NR 32 é uma das principais diretrizes para evitar os riscos de contrair doenças em clínicas e hospitais, propiciando um ambiente de trabalho eficiente e seguro. Cabe aos gestores hospitalares encontrar medidas para promover a saúde de todos e certificar-se do cumprimento dessa e de outras normas em suas instituições.

Fonte: http://blogsaude.volkdobrasil.com.br/nr-32-seguranca-saude/

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