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“Morreram abraçados”, diz tia de garota que afogou com namorado no Teles Pires


| Fonte: RD News
Reprodução

A adolescente de 17 anos, Anna Maria Sarate, morreu afogada abraçada ao namorado Rafael Camargo, 20, nesta quarta (25), no rio Teles Pires, em Sinop (a 500 km de Cuiabá). O casal estava no barco que afundou, com mais 5 pessoas, todos da mesma família. O grupo comemorava o Natal na chácara da família do rapaz e, no início da tarde, teria decidido dar um passeio no rio. Quatro se salvaram e três não. Além de Anna e Rafael, a irmã dele, Zenilda Camargo, também morreu afogada.

O corpo dela foi encontrado na noite de ontem (26) por um parente.

Anna e o namorado também estavam desaparecidos desde quarta, mas os corpos foram encontrados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros durante as buscas ontem mais cedo.

De luto, a tia de Anna, Miran Sarate, revela ao RDNews, que a sobrinha, ao perceber que a embarcação estava enchendo de água, abraçou o namorado. O casal estava junto há cerca de três anos.

As vítimas eram todas da mesma família, com excessão de Anna, que acompanhava o namorado. Duas crianças de quatro e oito anos também estavam na embarcação, mas foram salvas pelos pais – irmão e cunhada de Rafael.

Outra tia de Anna, Cleide Aparecida, que mora em Foz do Iguaçu (PR), conta que a mãe da jovem chegou a pedir para que ela não fosse ao passeio. “Chovia desde às 4h e ela (mãe da vítima) sentiu. O rio estava muito cheio. Mãe sente essas coisas”.

Miran conta ainda que, antes do barco afundar, as vítimas já estavam próximas da margem. “Já iam deixar as mulheres e crianças em solo, depois os homens (Rafael e o irmão) iriam pescar em outro ponto do rio. Eles se afogaram muito perto de uma do lago que é mais rasa”.

De acordo com a tia, apenas a parte da frente da embarcação ficou fora d“água. Foi Mirian quem ajudou os bombeiros nas buscas pela sobrinha, a tia também foi a responsável por identificar o corpo de Anna.

Ela contou que a adolescente tinha o sonho de se tornar neuropediatra após morte da irmã Valentina, de 13 anos, diagnosticada com microcefalia, no ano passado. “Ela cuidava da Valentina como mãe. Minha irmã está a base de calmantes desde ontem. Estamos providenciando o velório e o enterro. É muito difícil”, lamentou.

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